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Dr. Osvaldo G. Maldonado

Ajax Rabelo Machado
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Quem o conhecia, sabia que por trás de seu semblante sério havia um grande homem, com um enorme coração. Conheci o dr. Maldonado em 1985, no início da minha carreira médica em Bauru. Na ocasião, ele não mais fazia parte do corpo de plantonistas de Pediatria do Hospital de Base, porém, permanecia internado lá um garotinho que tinha uma doença rara e grave (retocolite ulcerativa), a quem o corpo de enfermagem chamava carinhosamente de “filho do dr. Osvaldo”.

Esta criança órfã teve o Hospital como seu lar, a enfermagem como suas tias e as crianças adoecidas como seus amigos de infância e ele apenas melhorava da sua doença com as “milagrosas” homeopatias do dr. Osvaldo. No entanto, ele sempre dizia que somente quando aquela criança fosse adotada ela teria cura. Dito e feito, o garoto foi adotado, e o único vínculo quemantinha o dr. Osvaldo com o Hospital havia terminado.

Esses exemplos de sua vida mostravam às pessoas que com ele conviviam o grande ser humano que era o dr. Maldonado.

Assim, agradeço a Deus por ter conhecido o dr. Maldonado, por ter estudado e aprendido muito junto com ele, em nossos encontros sobre Homeopatia na APM e em nossos cursos com o professor Minotti em São Paulo, e, sobretudo, por ele ser um exemplo de médico, de pediatra e de homeopata. Lamento apenas que médicos como o dr. Maldonado, honestos, voltados aos compromissos com o próximo, com a medicina ética, com formação global e generalista, sejam cada vez mais raros. Querido dr. Maldonado, a sua LUZ continua a nos iluminar. Saudades.

O autor, Ajax Rabelo Machado, é pediatra e homeopata, presidente da Unimed Bauru

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