Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

COPA DAVIS - 1

A manchete principal da capa do Jornal da Cidade da última sexta-feira dizendo: “Bauru será a sede da Copa Davis” foi, sem dúvida, a que mais me alegrou nos últimos tempos. Em fevereiro, recebemos a visita do presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Jorge Lacerda, que veio a Bauru ver de perto o espaço físico do clube (BTC) e também sentir a vontade da cidade em sediar um evento dessa grandeza. O Jornal da Cidade, representado por Renato Zaiden e Marco A. Oliveira, de cara compraram a idéia e se propuseram a realizar o evento. Mas como nada é assim tão fácil, as cidades de Blumenau (SC) e depois São Paulo (Capital) também entraram na disputa. Blumenau não foi grande rival já que está no nível do mar, portanto, não atendia às reivindicações dos jogadores do Brasil que querem jogar em altitude média. Mas, São Paulo, além da sua grandiosidade, contava também com a vontade de seu prefeito Gilberto Kassab, que idealizava a realização desse jogo no Sambódromo. Bauru acabou “levando” pela tradição tenística da cidade e, principalmente, pelo ótimo trabalho (de bastidores) desempenhado por Renato Zaiden e Marco A. Oliveira, que contando com o apoio do Presidente do BTC, Luiz Carlos Gonçalves Filho (Godô) e do nosso prefeito municipal, Rodrigo Agostinho, também entusiasmados com a possibilidade de trazer a Copa Davis para Bauru, não mediram esforços para presentear os bauruenses com esse grandioso evento.

COPA DAVIS - 2

Desde a última sexta-feira, o assunto principal no BTC, e por que não também na cidade, passou a ser a Copa Davis. Muitos têm o futebol como primeiro esporte, outros o basquete, natação, xadrez, vôlei, tênis ou o que quer que seja, mas uma coisa é certa, todos gostam de ver algo realmente grande e importante acontecer em sua cidade, mesmo que não seja em seu esporte favorito. Por isso, tenho certeza de que um enorme número de pessoas estarão lotando a arena a ser construída (para entre 4 a 6 mil pessoas) para assistir e torcer pelo Brasil no maior Torneio Mundial de Tênis por Equipes. A realização do evento vem como um prêmio à nossa cidade que tantos ótimos tenistas formou e continua formando. Uma pena que um dos maiores responsáveis por colocar Bauru no cenário do tênis nacional (Claudio Sacomandi, pois a maioria dos grandes tenistas de Bauru recebeu seus ensinamentos), não está mais aqui, mas com certeza, de alguma forma estará lá também.

JAUENSES

Dois tenistas da vizinha cidade de Jaú fizeram bonito em competições na última semana: Felipe Giglioti foi vice-campeão na categoria até 16 anos da Copa Gerdau (torneio internacional de primeiro nível) disputado em Porto Alegre (RS). O outro ótimo resultado vem de Henrique Cunha, em torneio universitário americano. Jogando pela Universidade de Duke, o jauense venceu o número 1 do ranking nacional americano universitário, Steve Johnson, que representa a universidade do Sul da Califórnia (USC) e acabou dando o ponto que faltava para que Duke vencesse a favorita USC (atual campeã nacional) por 4 a 3. Vale ressaltar que Henrique, quando ainda infantil, treinou por cerca de três anos em Bauru.

QUEM É O SORTUDO?

Em uma academia de tênis localizada em um bairro nobre da cidade de São Paulo (frequentada em sua maioria por pessoas de alto poder aquisitivo), dias atrás acontecia uma aula que envolvia um professor muito conhecido. Quase no final da aula, esse professor propôs ao aluno que disputasse alguns games com o pegador de bolas e a idéia foi muito bem recebida por esse aluno. Logo no primeiro ponto, o pegador joga uma bola que bate na fita da rede e cai do lado do aluno. Ponto do pegador. No ponto seguinte, mais uma bola na fita e novamente ponto do pegador. Nesse momento, o executivo-aluno grita: “Mas que cara sortudo esse pegador! Assim não dá”. Outro professor (conhecia e tinha certa liberdade com esse tal aluno) que passava por acaso ao lado da quadra presenciou a cena e, não se contendo, disse em tom de brincadeira: “Sortudo, o pegador? Você nasceu rico, vem para a aula de carro blindado, às vezes até de helicóptero, nas férias costuma esquiar na neve. Esse pegador toma três ônibus pra chegar aqui, toma chuva, sol, começa no batente às seis da manhã e sai às oito da noite pra poder ganhar um dinheirinho e ajudar em casa e você vem dizer que ele é “sortudo” só por ter jogado duas bolas na fita. Ora, faça-me um favor”. (contado por João B. de Mello e Souza Neto).

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DICA

Muitas vezes você é obrigado a se mover bem pra trás da quadra para poder devolver um bola que veio com “top-spin” (efeito que faz a bola subir muito, ao tocar no chão). Ao bater de bem do fundo da quadra é preciso que devolva uma bola que pingue bem no fundo da quadra adversária. Caso contrário estará dando a chance a ele de dominar o ponto, inclusive poder vir à rede, pois tempo e espaço pra isso terá. Para não passar esse “sufoco” toda vez que receber um “top-spin”, mexa muito as pernas e tente pegar a bola na subida (na altura da cintura). Agindo assim, por não ter dado passos para trás, as chances de o adversário te atacar são bem menores.

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CURIOSIDADE

A primeira edição da Copa ou Taça Davis aconteceu no ano de 1900 e foi disputada apenas entre os Estados Unidos e a Inglaterra. O nome Copa Davis foi uma homenagem ao idealizador e representante dos Estados Unidos nessa primeira edição, que se chamava Dwight Davis. A partir de 1904, belgas e franceses também entraram na disputa e anos depois o número de países que queriam participar não parava de aumentar, o que fez com que os organizadores dividissem as equipes (países) em zonas. O maior vencedor do torneio é os Estados Unidos com 32 vezes, seguido pela Austrália com 28 vezes. O melhor resultado do Brasil foi chegar até a semifinal e isso aconteceu por quatro vezes: 1966, 1971, 1992 e no ano 2000.

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