Tribuna do Leitor

Heróis modernos


| Tempo de leitura: 1 min

É inegável reconhecermos que a cultura histórica mundial, principalmente a brasileira, possui certa paixão e tendência para mártires. É vasto o acesso à biografia dos tidos heróis que dedicaram suas vidas em busca de liberdade, democracia e justiça, além da consolidação da nossa identidade múltipla e dos nossos direitos, que muitas vezes não tornam reais as soluções para uma nação mais desenvolvida e menos desigual.

O herói espanhol Dom Quixote; o líder das areias Pedro Bala; Quincas Borba, são poucos dentre tantos outros heróis que na escola aprendemos a valorizar e reconhecemos facilmente em suas obras por exemplos de luta, resistência, perseverança, mas nem sempre êxito.

Tudo isso é fruto do desejo e da necessidade frustrada de um representante justo tanto na política, na sociedade e na economia, que se torna cada vez uma das principais preocupações no tempo moderno, em que os cidadãos vivem em uma era de incertezas, movidos por um cenário que exorbita motivos e mendiga soluções para criação de um novo mundo, uma nova sociedade e um novo homem.

A falta desses ícones que mudaram a nação dentro dos livros faz com que a sociedade desacredite na existência de heróis anônimos ou simples cidadãos que buscam justiça em fatos cotidianos, como uma boa assistência em um hospital público.

A relação entre nós e os governantes é puramente sebastianista e egoísta, pois não queremos mudar e esperamos isso de políticos inexistentes, líderes consagrados que mudariam a história da nação. No entanto, a esperança reina, transborda e contamina, fazendo de nós, cidadãos, os futuros e verdadeiros “heróis modernos”.

Larissa Félix Goulart

Comentários

Comentários