Economia & Negócios

Professores em greve propõem reivindicar somente aumento

Fábio Takahashi
| Tempo de leitura: 1 min

Os sindicatos dos professores da rede estadual, em greve há mais de duas semanas, decidiram focar as reivindicações no pedido de aumento salarial. Até ontem, eram oito pontos, que incluíam o fim da prova para selecionar temporários e do limite de faltas por atestado médico. A decisão foi comunicada oficialmente ontem à gestão José Serra (PSDB), por meio de ofício dos seis sindicatos da rede, entregue à chefia de Gabinete da Secretaria da Educação.

O texto diz que “nossa pauta contempla outras questões importantes relativas à carreira e às condições de trabalho, mas esperamos poder dialogar de imediato sobre as nossas imediatas necessidades salariais’’. Os docentes pedem reajuste de 34,3% (perda estimada desde 1998). Os salários deles variam de R$ 1.834,00 a R$ 3.181,00 (40 horas semanais).

Programa lançado em 2009 eleva o teto a R$ 6.270, desde que o servidor, ao final da carreira, tenha sido aprovado em quatro exames. Por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário Paulo Renato Souza (Educação) afirmou que “o sindicato está com vergonha da sua pauta, contrária à educação’’ e por isso decidiu mudar as reivindicações.

“Os outros elementos continuarão na pauta durante o ano. Mas você não os resolve com uma greve’’, afirma a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. “Neste momento, precisamos recuperar o salário.’’

A entidade diz que a arrecadação maior neste ano permite negociação salarial (a receita de janeiro de 2010 está 15% superior à de janeiro de 2009, segundo a Secretaria da Fazenda). Paulo Renato afirma que o aumento “desorganizaria as finanças do governo’’. A gestão tem preferido conceder reajuste com base em avaliações. Os sindicatos esperam uma resposta até amanhã, para ser levada à assembleia no dia seguinte, em frente à sede do governo, no Morumbi.

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