São Paulo - A Polícia Militar prendeu quatro professores filiados à Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) após tumulto durante a inauguração de um centro de saúde em Franco da Rocha (Grande SP). A categoria está em greve desde último o dia 8 e manifestantes foram ao local para pedir ao governador José Serra (PSDB) abertura de negociações para reajuste salarial.
Apesar de não estar concluída, a obra foi entregue por Serra. A professora Mara Cristina de Almeida, diretora da Apeoesp, estava no local e relatou que a Tropa de Choque da PM impediu a participação de cerca de 60 manifestantes na cerimônia. Os professores também foram impedidos de se aproximar do governador.
Em repúdio, os professores começaram a protestar. Segundo a dirigente sindical, a PM agrediu os manifestantes com golpes de cassetete e spray de pimenta. Um professor teve ferimentos leves. Quatro pessoas foram detidas e levadas para uma delegacia da cidade.
A diretora da Apeoesp informou que, até as 16h30, os professores estavam na delegacia aguardando a chegada do advogado do sindicato para elaboração de boletim de ocorrência.
Segundo a assessoria de imprensa do governador, Serra não mencionou os professores ou a greve da categoria no discurso realizado no evento.
Na semana passada, Serra classificou o movimento grevista como “marketing” e afirmou que a paralisação não afeta a maioria das escolas.