O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) entregou ontem as novas instalações da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Nidoval Reis, no mutirão Edmundo Coube. Com as obras, mais 80 crianças tiveram acesso a uma instituição de ensino. No entanto, outras 2.450 com até cinco anos ainda aguardam a mesma oportunidade numa fila de espera - um problema antigo que remete a gestões anteriores. Esses alunos sem vagas representam 22% do total dos matriculados em emeis e escolas municipais de educação infantil integral (emeiis).
Juntas, atualmente, elas acolhem 11.100 alunos. Do total, 8.600 estão matriculadas em escolas do município e outras 2.500 em creches conveniadas à prefeitura. São justamente as conveniadas que apresentam o maior volume de excedentes. Informaram à Secretaria da Educação ter uma lista com o nome de 1.675 crianças no aguardo.
No caso das emeis são 135 na fila, além de outras 640 relativas às emeiis. O número, no entanto, era maior em dezembro do ano passado, quando aguardavam a oportunidade 2.761, informa a titular da Educação, Vera Caserio.
Na ocasião, esperavam vagas nas emeis 549 crianças, mais 1.088 em emeiis e outras 1.124 em creches conveniadas. “No nosso caso, diminuiu significativamente. Em função não só de reformas e ampliações, mas também por conta da abertura de turmas”, informa a secretária. De acordo com as expectativas dela, no decorrer deste ano, pelo menos outras 400 crianças devem ser matriculadas em emeis e emeiis, já que mais quatro escolas devem ser inauguradas.
O número exclui a abertura de outras novas turmas, ainda previstas. “Este mês abrimos três turmas numa escola que estava precisando. Esses números são de fevereiro. Tiramos mais umas 90 crianças da fila”, comenta a titular da Educação, Vera Caserio. “A prefeitura está tentando (resolver). O que precisa é que as conveniadas também aumentem os atendimentos. Com certeza (com as novas inaugurações e abertura de turmas) vamos tirar algumas crianças da lista de espera das conveniadas”, afirma.
Esforço para solucionar
A secretária de Educação, Vera Caserio, diz que os bairros com o maior volume de famílias no aguardo de vagas são o Nova Esperança, Fortunato Rocha Lima, Parque Roosevelt, Santa Edwiges e Bauru 22. “Quando a gente vê a necessidade e a escola comporta, quando só faltam móveis e a alguma adequação, novas turmas são abertas. O prefeito tem contratado um número muito grande de professores. Estamos fazendo um esforço muito grande. Quando alguém traz uma lista, vem pedir, sentamos, estudamos, vamos até a escola”, reitera a titular da Educação.
Ela ainda é obrigada a contemplar as decisões judiciais que exigem vagas. Só neste ano, a pasta recebeu 53 pedidos assinados por magistrados, sendo 23 de crianças com até 5 anos (os outros 30 para escolas municipais de ensino fundamental). Justamente por conta da demanda, a administração municipal ampliou a Emei Nidoval Reis, cuja área construída quase dobrou, num investimento de R$ 656.532,00. Com as 80 novas crianças matriculadas na instituição por pouco a capacidade da escola não fica esgotada. As aulas começam na próxima segunda-feira.
Além do esforço em abrir vagas, Caserio ressalta os constantes cursos de capacitação destinados aos profissionais da educação municipal, aspecto inclusive destacado em seu discurso durante a inauguração, ontem. Ela contou ainda à reportagem que pretende implantar na rede municipal mais dois projetos específicos. Num deles, denominado ‘Escola conhece Escola’ membros de cada instituição trocarão experiências com os de outros estabelecimentos de ensino.
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Constrangimento com uma placa
As inaugurações de escola têm resultado em constrangimentos ao prefeito Rodrigo Agostinho e à secretária da Educação. Ontem, apesar do clima festivo, ele e Vera Caserio descerraram em alguns segundos a placa provisória da Emei Nidoval Reis. Como o nome da escola foi grafado errado (Dorival Reis), uma folha de papel com a denominação correta foi afixada em cima da equivocada. Além disso, inicialmente, a placa foi pregada num bloco destinado aos sanitários. Conclusão: furou um cano.
Apesar da questão ter sido tratada entre os secretários de modo cômico, certamente deixou o chefe do Executivo em situação desconfortável. Um zumbido numa escola que tem abelhas como flâmula. Até porque não foi a primeira ‘saia justa’ em comemorações dessa natureza. No final de fevereiro, na noite que antecedeu a inauguração de reforma e ampliação da Emeii Antonio Daibem, no Jardim Vânia Maria, foi registrado o furto de computadores do Polo de Informática da unidade.
Na época de sua antecessora, Majô Jandreice, a reinauguração da Emeii Márcia Andaló Mendes de Carvalho provocou falatório porque a placa também estava errada. Ao invés de “Prefeitura Municipal”, se leu “Prefeitura Mucinipal”.
Desta vez, no entanto, o problema pareceu mais sutil. Apenas alguns secretários e professores perceberam – até em virtude da agilidade do descerramento. Além disso, Rodrigo estava majoritariamente entre amigos na inauguração das novas instalações da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Nidoval Reis.
Pelo que a reportagem apurou, os secretários do Bem-Estar Social (Sebes), de Finanças, Cultura, Administrações Regionais, Agricultura, Desenvolvimento Econômico, Administração e Meio Ambiente, além dos vereadores Roque Ferreira (PT), Carlão do Gás (PR) e representante de Fabiano Mariano (PDT), estiveram presentes. Quem surpreendeu foi Marcelo Borges (PSDB). Da oposição, disse que prestigiou o evento porque a escola foi erguida em mutirão pelos moradores, em 1984, ocasião em que estava na Cohab.
Encontrou, inclusive, um morador daquela época, o aposentado Elias Gonçalves dos Santos, 69 anos. Há exatos 26 anos, ele colocou a mão na massa para erguer o prédio. Atualmente, ajuda a vigiá-lo – o local muitas vezes é atacado por vândalos e até vizinhos, conforme relatos colhidos no local.
O problema é tão enfático que Carlão do Gás foi aplaudido quando conclamou a o população presente a guardar e preservar a escola, reformada pela segunda vez.
Rodrigo também foi ovacionado e, como de costume, foi tratado com admiração pelas crianças, especialmente de uma delas. Rodrigo Antony Pereira da Silva, 4 anos, o ajudou a hastear a bandeira e comparou seu próprio relógio (do Ben 10) com o do chefe do Poder Executivo.
Embora desconheça o personagem, certamente o prefeito gostaria de ter prerrogativa de se transformar em dez alienígenas para resolver seus problemas.
Nos desenhos animados, Ben 10 ajuda as pessoas e combate o mal com um aparelho chamado Omnitrix. Trata-se de um relógio que guarda o DNA de 10 espécies de outro planeta e tem a capacidade de transformar seu usuário em qualquer uma delas.