Política

Servidores ameaçam entrar em greve

Por Aurélio Alonso | Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

Em assembleia ontem à noite, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), servidores aprovaram um indicativo de greve para o dia 8 de abril. A categoria está descontente com a proposta de 5% de reajuste apresentada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), já em tramitação na Câmara.

O advogado do Sinserm, Sandro Fernandes, disse que vai pedir ainda hoje reunião de emergência com a administração para retomar a negociação.

Ele reclama do prefeito ter encerrado unilateralmente a discussão do reajuste depois de apenas duas reuniões. “O prefeito só impôs até agora a sua proposta”, reclamou. Na opinião de Idelma Corral, a tese de que não há dinheiro não convenceu. “A Câmara concedeu 18%. Eles também são servidores.”

No entanto, Agostinho disse ontem à noite que não vai mudar a proposta. Segundo ele, além do reajuste e prorrogação de abonos os servidores também serão beneficiados com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que será enviado no início de abril, do qual prevê mudanças que vão beneficiar os servidores. Rodrigo não quis comentar sobre a aprovação do indicativo de greve aprovada na assembleia da categoria.

A estratégia do sindicato é promover assembleias setorizadas para sensibilizar os servidores, ocupar a tribuna livre da Câmara para explicar aos vereadores a proposta do sindicato de aumento maior e preparar a categoria para uma paralisação das atividades. Essa decisão só deve sair no dia 8 de abril em assembleia se não evoluírem as negociações, segundo Fernandes.

Para ele, a proposta de aumento maior de 18% apresentada pela presidência da Câmara criou uma expectativa e uma referência para os servidores insistirem no reajuste maior aos funcionários da prefeitura e da administração indireta. O Sinserm pede 35% de aumento imediato para cobrir as defasagens desde 1998. O prefeito oferece 5% retroativo a 1 de março deste ano.

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