Henry Kissinger disse certa vez que “o governo dos EUA jamais permitirão novamente o surgimento um novo Japão no Hemisfério Sul!”. Relax, mister Kissinger, relax! Com o nível dos nossos ‘ísstadiztaz’ (basta ver os candidatos à Presidência e a formação do Congresso) e com o “zé povinho” mais antipatriótico, inculto e leniente que conheço, além da mais notória e secular falta de investimentos sérios em educação, educação, educação e mais educação, não há a menor chance deste Brasil tornar-se um um dia um Japão ou uma Coréia do Sul.. Talvez um imenso Cubão ou um Haiti com água e luz e tv a cabo, mas algo sério e desenvolvido, um player econômico global repleto de cérebros de ponta capazes de gerar alta teconologia (ao contrário, nós os exportamos !) em uma ambiente de alta cultura, ao menos até hoje, é mesmo impossível de se crer.
Nosso modelo é o do exotismo tropical calorento do samba, “futebór”, cerveja, da aversão crônica às leis e ao operoso puro risco emprenditorial de mercado, mas de muita mulher pelada na praia e nos anúncios de tv, de um messianismo religioso atávico, do gosto ocioso pelo serviço público, da decadência moral adotada como ‘moda’, além de uma corrupção para-estatal enraizada culturalmente que vai, com raras exceções, dos mais ricos aos mais pobres, de norte ao sul, embalada para presente (de grego) a uma sociedade tipicamente do mais atrasado compadrio!
Relax, mister Kissinger, não há a menor chance do Brasil um dia dar certo se continuar assim...
Paulo Boccato