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Apenas cinco vão à reunião sobre segurança na zona sul

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Apenas cinco pessoas compareceram ontem à reunião convocada pela Polícia Militar (PM) de Bauru para discutir medidas que possam ajudar a coibir a ação de ladrões em estabelecimentos comerciais da zona sul da cidade, especialmente da avenida Nossa Senhora de Fátima, que recentemente sofreu duas ondas de furtos.

Três comerciantes, o representante de uma imobiliária e o vereador José Roberto Segalla (DEM) compareceram ao encontro convocado pelo comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4º BPMI), major Nelson Garcia Filho. Na reunião, o major sugeriu medidas que podem evitar a ação de bandidos, como reforçar a segurança com sistema de alarme e câmera e evitar dispor mercadorias em portas de vidro.

Visando coibir crimes na zona sul, major Garcia informou que as equipes da Base Sul da PM estenderam a ronda do final do dia para proporcionar maior segurança aos comerciantes e à população em geral. “O último horário de ronda das viaturas passou a ser das 17h às 5h, visando coibir os furtos e depredações”. O policiamento na região passou a contar também com policiais à paisana.

Anteontem a PM realizou operação na região e ontem à noite iria fazer nova blitze na área sul. Entretanto, a baixa presença de lojistas na reunião deixou a dúvida sobre a efetividade de algumas medidas discutidas, como a criação do Comitê de Segurança da avenida Nossa Senhora de Fátima. “Além das ações propostas pela PM, os lojistas também precisam fazer investimentos em equipamentos de segurança”, avaliou.

Por outro lado, um comerciante presente na reunião disse que estava indignado com a falta de representação dos lojistas da avenida Nossa Senhora de Fátima, via mais atingida pelos criminosos. “Eu não sou um dos que tiveram problema com crimes, mas sou o único comerciante da (avenida) Nossa Senhora de Fátima presente aqui. Como podemos discutir as melhores alternativas se quem era para ser os maiores interessados não estão aqui?”, questionou.

De acordo com o lojista, a falta de interesse demonstrada pela baixa presença na reunião de ontem inviabiliza a ideia exposta pelo major Garcia de criar um comitê de segurança específico para abranger os proprietários de imóveis e comerciantes da avenida Nossa Senhora de Fátima.

Garcia aproveitou a reunião para informar que a PM tem cinco suspeitos de participação nos furtos ocorridos em estabelecimentos comerciais da avenida Nossa Senhora de Fátima. A PM acredita que as ações foram realizadas por cinco adolescentes já conhecidos pela equipe da Base Sul por outros atos infracionais. As investigações continuam, mas os policiais ainda não conseguiram flagrar os garotos com nada que comprovasse os furtos.

Sobre o crescimento da criminalidade da região, major Garcia atribui parte da culpa às drogas. De acordo com o comandante do 4º BPMI, os criminosos são geralmente usuários de crack e, para conseguir comprar a droga, os traficantes “encomendam” produtos que são furtados de lojas e residências. “O problema da droga gera grande parte da violência. O que acontece é que o traficante pede dinheiro ou produtos específicos para serem trocados por drogas. Com isso, os viciados saem e cometem os furtos, para conseguir a droga, geralmente crack”, destaca.

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Fala-povo: Como está a segurança na zona sul de Bauru?

“Não tive problema, mas não posso falar nada sobre segurança porque atualmente tem acontecido muitos crimes. Eu fico com medo porque os criminosos não respeitam mais nada” –

Paulo Busch

“Não tive problema relacionado à segurança ainda, mas a situação está preocupante. Eu tenho cerca elétrica e alarme na minha casa, assim como a maioria das residências aqui” –

Wilson Barbosa

“Faz 26 anos que moro aqui e nunca aconteceu nada, mas tem bastante casa aqui por perto que já teve problema. Todos estão colocando cerca elétrica e alarme agora” –

André Luís de Oliveira Matheus

“Já pularam na minha casa e tentaram levar a bicicleta do meu filho. Imediatamente depois disso nós instalamos a cerca elétrica. E mesmo com a cerca a gente tem medo” –

Rita de Cássia Montilha Prebianchi

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