Bagdá - A coalizão liderada pelo ex-premiê Iyad Allawi conquistou o maior número de cadeiras nas eleições parlamentares de 7 de março no Iraque, anunciou ontem a Comissão Eleitoral Independente. Mas o atual premiê, Nuri al Maliki - que tenta a reeleição -, disse que contestará o resultado.
A vitória foi apertada: a coalizão Iraqyia, de Allawi, terá 91 das 325 cadeiras do Conselho de Representantes, enquanto a Coalizão para o Estado de Direito, de Maliki, terá 89.
O resultado deixa em evidência a profunda divisão sectária do Iraque. Maliki conta com amplo apoio entre a maioria xiita, mas tem tentado mostrar-se como um nacionalista que ajudou a estabilizar o país.
O banimento de mais de 500 candidatos ligados ao regime de Saddam Hussein, porém, cortou parte do apoio que recebia de sunitas, que sentiram-se injustiçados e passaram a apoiar Allawi. Com uma retórica contrária ao Irã também conseguiu atrair os sunitas contrários à influência de Teerã sobre o governo sunita de Maliki.
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Atentado mata 42
Bagdá - No mesmo dia em que os resultados das eleições parlamentares iraquianas de sete de março foram anunciados, um duplo atentado em Diyala, província de maioria sunita, deixou ao menos 42 mortos e 65 feridos.
Os dois ataques a bomba ocorreram em um povoado próximo de Baquba, no norte de Bagdá. As bombas explodiram simultaneamente diante de um bar e um restaurante da localidade de Khales, 65 km a nordeste de Bagdá.