Polícia

Preso mata companheira em Balbinos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A Penitenciária 1 de Balbinos registrou ontem o primeiro homicídio desde sua inauguração, em 2006. Como consequência, foi também o primeiro homicídio registrado na cidade durante seus 55 anos de história.

Não bastasse o ineditismo do crime em um município com pouco mais de 4 mil habitantes, mais da metade composta pela população carcerária, o que chama a atenção são os envolvidos no caso e a maneira como aconteceu.

De acordo com informações da polícia, o detento Charles de Clayton Gonçalves, 39 anos, matou sua mulher Valéria Aparecida Teodorio, 39 anos, asfixiada dentro da cela, durante o horário de visita.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Valéria foi socorrida por uma ambulância e levada ao hospital de Pirajuí, mas chegou ao local sem vida. A SAP não soube informar quais foram os motivos que levaram o preso a matar a mulher. A assessoria não disse também qual a pena e o tipo de crime cometido por Gonçalves.

A SAP revelou apenas que ele responderá também por homicídio. Consequentemente, deverá ter sua pena dentro da penitenciária aumentada. A vítima era moradora da cidade de São Paulo, para onde o corpo seria encaminhado para sepultamento.

Neste mês de março, a Penitenciária 1 (P1) de Balbinos está completando 4 anos de funcionamento. Ela tem capacidade para abrigar 768 presos, mas estaria com uma população carcerária bem acima desse número.

Somado aos presos que ocupam a Penitenciária 2, que funciona ao lado da P1, o total de detentos transferidos para Balbinos supera o número de moradores. Em 2004, dois anos antes da inauguração das unidades carcerárias, a cidade tinha 1.360 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atualmente, esse número saltou para 4.697, de acordo com estimativa do mesmo instituto. Antes da entrada em funcionamento das penitenciárias, a cidade era um verdadeiro paraíso no quesito segurança.

Para se ter uma ideia da tranquilidade vivida pelos moradores, a média de boletins de ocorrências girava em torno de 20 a 25 por ano. Desses, apenas seis ou sete, segundo declaração do delegado da cidade ao JC na época, virava inquérito. Ainda assim, muitos deles por causa de briga de vizinhos.

Depois das penitenciárias, começaram os registros de porte de droga e arma e outros crimes mais graves. Em outubro do ano passado, um detento em liberdade condicional foi preso em flagrante após invadir uma residência e estuprar a dona do imóvel e sua filha.

Comentários

Comentários