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Detalhes definem vaga de emprego

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Ao longo de 2010, cerca de 18,6 milhões de trabalhadores devem ser contratados em todo o País. Essa oferta generosa, cuja estimativa foi divulgada recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tem como principal responsável o crescimento da economia brasileira.

Se a demanda será grande, a procura promete estar à altura. Por isso, o candidato a uma dessas vagas precisará de um diferencial para convencer o empregador de que é a pessoa certa para a vaga que está sendo oferecida.

Como em uma corrida de cavalos, em que todos os competidores estão colocados lado a lado na largada, vários são os fatores que interferem na disputa, mas são os detalhes que definem os vencedores. Contactados pelo Jornal da Cidade, especialistas dão algumas dicas e orientações para que o tão sonhado emprego fique mais próximo da realidade.

Para Adriano José Meirinho, diretor de marketing e comunicação da Catho Online, uma agência de empregos na Internet, não basta apenas ser qualificado para a vaga pretendida e estar disponível para entrevistas. “É preciso que o profissional cuide de sua imagem, que também é refletida na forma e no conteúdo de seu currículo. Uma apresentação adequada do currículo é o primeiro passo para que a busca seja bem-sucedida”, ensina.

Segundo ele, dicas simples de formatação do currículo, mas nem sempre seguidas pelos candidatos, podem ser decisivas para a participação de um profissional em um processo seletivo. “Alguns erros são imperdoáveis e desclassificatórios na pré-seleção dos currículos”, adverte.

Como exemplo desses equívocos que devem ser evitados a todo custo, ele aponta erros de português, adjetivos como ‘bonito’, ‘boa aparência’, ‘ambicioso’, ‘inteligente’ e ‘persistente’, por exemplo. Meirinho diz que o uso de letras coloridas, bordas e fundos com desenhos e grafismos também devem ser evitados, salvo em casos específicos como a busca por um emprego em artes e design, por exemplo.

Outra dica é evitar o uso de endereço de e-mail informal ou com palavras inadequadas para um relacionamento profissional. “De preferência, crie um com seu nome e sobrenome ou variações nesse sentido”, orienta.

Após tomar esses cuidados, o candidato deve elaborar um currículo sucinto, de até duas páginas, com objetivo profissional claro e uma síntese das suas habilidades e potenciais.

Para Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online, o primeiro aspecto que pode comprometer um profissional na busca de um emprego é não ter um bom currículo montado. “O currículo é o cartão de visita de um profissional, portanto, deve ser muito bem elaborado”, afirma.

Com o currículo pronto em mãos, é preciso pensar numa forma correta de distribuí-lo. Segundo Meirinho, há três maneiras que são mais eficientes: procurar as vagas em classificados impressos e online, cadastrar-se nos links “trabalhe conosco” dos sites das empresas e ter uma boa rede de relacionamento. Nesse último item, é importante contatos com ex-colegas de trabalho e faculdade, participação em cursos e eventos e até mesmo virtualmente, em sites de relacionamentos profissionais, como o Linked In (www.linkedin.com).

O último passo desse processo, segundo Meirinho, é estar preparado para as dinâmicas e para as entrevistas. “Durante toda a conversa, mantenha o celular desligado, não use gírias nem seja monossilábico em suas respostas, mas também não fale mais do que o entrevistador”, adverte. O ideal, segundo ele, é criar empatia com o entrevistador, porém sem criar intimidade. Olhar nos olhos e não gesticular excessivamente demonstram segurança do candidato.

Se não houver resposta sobre o resultado da seleção depois de uma semana da entrevista, Meirinho diz que não há problema se o candidato ligar para a empresa para saber se a vaga continua aberta. Se não for selecionado, o candidato pode entrar em contato com o selecionador para pedir uma análise de seu desempenho.

Segundo Meirinho, o mercado está aquecido e esta é uma boa época para procurar emprego. “Entretanto, não basta haver vagas, é preciso que haja candidatos preparados para concorrer a elas”, observa.

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