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Internet é grande vitrine, mas o contato pessoal é o que decide

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A Internet, apesar de todas as vantagens que trouxe para quem procura ou oferece um emprego, não é decisiva para definir a contratação. Trata-se de uma grande vitrine para mostrar as competências profissionais dos candidatos, mas não substitui as tradicionais etapas de contratação, como as entrevistas com headhunters (caça-talentos), recursos humanos de empresas e com o empregador direto, a quem cabe a decisão final. Essa é a avaliação de Carlos Henrique Carobino, professor e coordenador do curso de gestão de recursos humanos e pós-graduação das Faculdades Integradas de Bauru (FIB).

Segundo ele, quando corretamente utilizadas, ferramentas como Twitter, Orkut, Facebook, blog, MSN e Linked In aproximam as pessoas e permitem que elas expressem suas experiências e projetos de forma instantânea a um grande público.

Carobino cita que, além das tradicionais inscrições do currículos pela Internet, agora os candidatos podem participar de feiras virtuais de emprego. Nesse ambiente virtual, universitários e profissionais têm a oportunidade de visitar stands em 3D, além de ver as vagas disponíveis, enviar currículos e participar de chats. Tudo isso sem sair de casa.

O professor lembra que esse modelo já funciona na Europa e começa a ser implementado no Brasil. A primeira edição foi realizada no ano passado.

“QI”

Carobino lembra que uma das maneiras mais comuns para arrumar um emprego e uma das mais utilizadas por consultores de recursos humanos é a indicação. Por conta disso, surgiram sites que apostam na figura do indicador para encurtar o tempo no processo de seleção.

O Indica (www.indica.com.br) é um exemplo. O site é procurado por empresas para divulgar oportunidades de emprego. Qualquer um pode indicar profissionais que atendam aos requisitos das vagas divulgadas no site. É feita uma triagem dos candidatos. Se alguém da lista for contratado, o site e a pessoa que fez a indicação recebem comissão, segundo Carobino.

Na opinião do professor, postar o currículo na Internet à espera de um retorno é uma iniciativa bastante válida. Segundo ele, os sites que funcionam como bancos de currículos têm uma eficácia que não pode ser desprezada.

Ele cita como exemplo uma aluna da pós-graduação, analista de projetos e consultora de vendas, que conseguiu um emprego por meio de um desses sites. “Ela resolveu fazer o teste de uma semana gratuita oferecida pela empresa. Após alguns dias, o RH de uma grande empresa de telefonia entrou em contato com ela e, após o processo de seleção normal, conseguiu a vaga e hoje atua como superintendente regional da mesma empresa para Bauru e região”, conta.

Para Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online, algumas das vantagens em procurar emprego pela Internet são a rapidez e a facilidade com que se transmite as informações (em pouco tempo o profissional consegue acesso a um número bem maior de recursos humanos do que se estivesse visitando todas as empresas pessoalmente para entregar currículos). Ela apontou também a comodidade, pois o profissional envia, da sua própria casa, seu currículo diretamente para o e-mail das empresas.

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