Regional

São Manuel divide encenação em dois dias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

São Manuel - Na cidade de São Manuel (69 quilômetros de Bauru), as encenações foram divididas em dois dias. Na Sexta-feira Santa será encenada a Paixão e Morte de Cristo. No sábado, será a vez dos atores representarem a Ressurreição.

São cerca de 300 integrantes. Pessoas comuns que durante todo o ano exercem sua profissão e que há um mês e meio começaram a decorar textos e treinar a interpretação deles, todos da comunidade. A encenação, que tem mais de 15 anos, vai acontecer, como já é tradição, na Cohab I.

A encenação começa às 15h da Sexta-feira Santa na capela de Nossa Senhora de Fátima. A expectativa dos organizadores é atrair um número igual ou superior à apresentação do ano passado, cerca de 2.500 pessoas. Para acolher os espectadores há arquibancada no campo de futebol. Não há cobrança de ingresso.

O padre Adauto José Martins explica que na tarde de sexta será feita a celebração da Paixão e Morte do Senhor Jesus Cristo. “A celebração termina por volta das 17h30, quando efetivamente começa a encenação pelas ruas do bairro Cohab I”, explica o padre.

Cenário

As ruas do bairro servem de cenário até o campo de futebol, onde acontece a crucificação, explica o sacerdote. Após Cristo ser crucificado, a comunidade sai do campo de futebol e segue até a matriz de Nossa Senhora Consolada, onde ocorre a procissão do enterro. “O sermão da Morte de Nosso Senhor Jesus.”

No sábado, às 18h, na igreja Nossa Senhora de Fátima, acontece a missa da Vigília Pascal. Às 20h30, começa a encenação da Ressurreição.”

Para o sacerdote, a encenação tem por objetivo trazer o mais próximo possível do real o sofrimento de Jesus. “O público vai assistir todo o sofrimento de Cristo. Muitas vezes a gente lê na Bíblia, vê em um filme, e não tem a dimensão do que aconteceu. Quando a cena está perto da gente, sensibiliza mais. Podemos ver como ele sofreu por cada um de nós.”

A Ressurreição é um momento muito especial para os fiéis, frisa o padre. “Todos os 300 integrantes são das pastorais e estão no grupo há anos. A celebração da Paixão, Morte e Ressurreição é a mãe de todas as celebrações, porque se Nosso Senhor Jesus não tivesse morrido e ressuscitado, como ficaria a nossa fé? Esse é o grande mistério para os cristãos.”

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Além do personagem

Os 300 atores amadores que representam a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo deixam a comunidade um dia antes da primeira apresentação para o retiro espiritual, segundo o padre Adauto José Martins.

“Na quinta-feira eles se recolhem em uma escola ao lado da capela de Nossa Senhora da Consolada. Tem um momento em que eu vou até lá para dar uma palavra a eles. Eles ficam em oração, palestras. Eles vivenciam a história da Paixão. O retiro prepara o pessoal não só para representar, mas para vivenciar aquilo que ocorreu”, finaliza o padre Martins.

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