São Paulo - A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, afirmou ontem que aguardava muito a condenação do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina morta há dois anos, e diz que começará uma “outra fase da vida” após a sentença. “Segunda-feira vou começar a andar de uma forma diferente.”
Em entrevista a um canal de TV, Ana Carolina falou também do tempo em que ficou retida no Fórum para uma possível acareação com os réus - o que não ocorreu. “A semana foi muito difícil pra mim. Ficar confinada, sem poder falar com ninguém. Estou exausta, muito cansada.”
A mãe de Isabella não estava no fórum, mas, após a condenação, apareceu na sacada do apartamento onde mora na Vila Maria (zona norte de SP) por alguns instantes. Ela foi aplaudida por vizinhos que acompanhavam o fim do caso e até pelos jornalistas.
Ontem à tarde, por cerca de 20 minutos, ela falou com repórteres que estavam em frente ao prédio onde ela mora. “A justiça foi feita, mas o vazio ficou. Minha filha não vai voltar”, disse a mãe de Isabella, sobre o resultado do júri.
Ana Carolina estava tranquila no início da entrevista, mas ficou abalada e chorou quando falou da filha, morta em 29 de março de 2008.
Ela disse ainda que a terapia ajudou a enfrentar o momento em que prestaria o depoimento, mas quando falou aos jurados regrediu ao estágio emocional no qual se encontrava há dois anos, quando a filha morreu. Ela disse que o juiz Mauricio Fossen foi muito competente, e que a condenação foi justa.
Para avô, espera acabou
O avô materno de Isabella afirmou na manhã de ontem que está satisfeito com a condenação do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta da criança.
“Esperei dois anos por isso. Tirei um peso das costas”, afirmou o avô, que acompanhou o resultado do julgamento no Fórum de Santana. Os avós maternos e dois tios de Isabella ficaram de mãos dadas durante a leitura da sentença.
Glória Perez festejou
A novelista Glória Perez festejou em seu twitter a condenação do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá pelo assassinato em março de 2008 da menina Isabella, filha de Nardoni e enteada de Jatobá. “A justiça foi feita!”, escreveu.
A novelista, que acompanhou o julgamento desde terça-feira, no plenário do Fórum de Santana, classificou a sentença de “dura e belíssima”. Para a autora, o promotor Francisco Cembranelli foi “brilhante!”
Glória Perez creditou à campanha movida por ela, em 1993, a mudança na legislação que permitiu enquadrar homicídio qualificado como crime hediondo, resultando em penas mais longas impostas à Nardoni e Jatobá.