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Melhoria Contínua


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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, assinou portaria no último dia 12 que simplifica a prorrogação dos contratos de trabalho temporário. A partir de agora, as empresas poderão solicitar autorização para a prorrogação por meio do site do Ministério na Internet, processo que levará de 48 a 72 horas, ante os 45 dias atuais. “Desburocratizamos todo o processo”, afirmou o ministro.

Pela legislação, os contratos de trabalho temporário têm duração de três meses, prorrogáveis por mais três. Antes da informatização, as empresas tinham de solicitar a prorrogação nas superintendências regionais do trabalho, por meio de uma série de documentos. “Caso a autorização fosse negada criava-se problemas para a empresa ou o trabalhador”, disse o ministro.

Vander Morales, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem), avalia que a medida vai beneficiar empresas, por agilizar o processo, e trabalhadores, que poderão ter seus contratos prorrogados sem entraves.

“A extensão do temporário é muito problemática e a portaria vai ajudar principalmente no trabalho sazonal, de períodos como Natal e Páscoa. Muitas vezes, três meses é pouco”, diz. Nas contas do sindicato, existem cerca de 1 milhão de trabalhadores temporários no País, 40% deles no Estado de São Paulo.

A coordenadora-geral de Relações do Trabalho do Ministério, Maria da Glória Bittencourt, informou que, com a informatização do processo, o Ministério poderá fazer levantamentos e pesquisas a respeito do mercado de trabalho no Brasil.

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Melhoria contínua: A compreensão

Não acredito em nada que não exija esforço. Com a compreensão não é diferente. É preciso esforçar-se para compreender o próximo. Esperar ser compreendido tem sentido, mas é um procedimento egoísta. Acredito que essa maneira de pensar seja fundamental para um bom relacionamento.

Com os meus 23 anos, em 1979, passei por uma experiência incomum de compreensão. Em uma noite de domingo, fui buscar minha namorada na estação rodoviária da cidade de Bauru, que retornava de visita a sua família, residente em uma pequena cidade na região de Ribeirão Preto.

Moça meiga, alegre e sorridente, estava cabisbaixa, calada e com expressão de choro. Já no carro, hesitava em responder as perguntas que eu fazia. De repente, sem mais nem menos, desferiu um tapa em meu rosto e começou a chorar desesperadamente.

Surpreso, assustado e com a consciência limpa, sabia que aquela agressão não era para mim. Contive-me e procurei um ambiente propício para conversarmos. Depois de muitas lágrimas, ela revelou o ocorrido. Seu pai, um empresário bem sucedido, se envolveu com uma amante, festas, bebidas e talvez droga pesada. Com isso, a família dela se desintegrava.

Na noite anterior, o pai, possivelmente drogado, provocou assédio sexual em sua própria filha, que era minha namorada. Realmente a agressividade dela tinha outro endereço: seu pai. Depois de muito desabafo, ela concordou em buscar um terapeuta.

Sem sombra de dúvida, quando uma pessoa agride, ela pede ajuda. Geralmente faz isso sem consciência.

Todo ato de um ser humano é uma expressão de amor, considerando que todos somos filhos de Deus, que é Amor. Se a ação é positiva, trata-se de uma doação de amor. Se é negativa, é um pedido de amor. Para entender isso, basta buscar a causa principal da atitude.

Para mim, essa experiência deixou muitos recados, mas os principais foram “jamais precipitar em julgamentos e se esforçar em compreender”. A cura está nas relações, A compreensão é o remédio principal.

Davison de Lucas é diretor da M.Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante. Site www.mdavison.com.br.

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