Havana - O cubano Guillermo Fariñas, 48 anos, em greve de fome desde 24 de fevereiro, está à beira de um choque séptico, disse ontem a sua mãe, a enfermeira Alicia Hernández. Segundo afirmou Clara Pérez, sua mulher, a infecção pela bactéria estafilococo dourado foi contraída por meio do cateter que os médicos vinham usando para nutri-lo. A alimentação intravenosa foi suspensa por ora.
Fariñas está hospitalizado desde 11 de março, por complicações decorrentes da greve de fome que mantém.
Segundo familiares, o dissidente não estava em coma e não apresentava febre alta hoje, apesar de sua pressão manter-se baixa. O protesto de Fariñas -jornalista e psicólogo- tem como objetivo a libertação de 26 dissidentes presos em estado frágil de saúde.
O governo nega que haja prisioneiros políticos no país - estimados em 200 pela oposição - e qualifica de “chantagem’’ a greve de fome.