Noroeste escapa do grupo da morte
A chave do Noroeste seria mais difícil ainda estivesse o Linense. Com o empate do Elefante diante do São Bernardo, e a goleada do União São João sobre o Rio Preto, o time de Araras ficou em primeiro lugar na primeira fase classificatória e encabeça o grupo 1, ao lado do Noroeste, Guaratinguetá e São José. Acho o grupo 2 mais forte, com Linense, Pão de Açúcar, Barbarense e São Bernardo. Mas vamos esquecer os adversários e pensar nas nossas cores. O Noroeste tem boas as chances de conquistar o acesso mas precisa melhorar na segunda fase da Série A2, que começa no fim da semana. Ontem pela manhã, a equipe de Luciano Dias reabilitou-se da derrota para o Catanduvense e garantiu o quarto lugar, mas voltou a jogar mal na magra vitória sobre o Atlético Sorocaba. Teve os mesmos erros de jogos anteriores e não pode mais vacilar. Na sequência do campeonato, agora com oito clubes, dois jogos devem ser sábado, os outros dois no domingo, e o próximo adversário do Norusca pode ser o Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. Deve, bem entendido, porque somente no final da tarde de hoje, será divulgada a tabela da fase decisiva.
____________________
ROTINA
O líder Santos voltou a brilhar, e mesmo não forçando tanto o ritmo, manteve a rotina de goleadas. Desta vez a vítima foi o quase rebaixado Monte Azul. O jogo na Vila parecia um coletivão.
SURPRESA
Acho que só o Toni de Paula acreditava na classificação do São José. A vitória da Águia do Vale sobre o São Bento era esperada, mas o que muita gente não contava era o empate do Votoraty contra o fragilizado CAT, já rebaixado e que havia sofrido goleada de 6 a 0 para o Linense. O time de Votorantim era apontado favorito, mesmo atuando em Taquaritinga.
OS TABUS
O Corinthians manteve um tabu de não perder para o São Paulo há mais de três anos. A última vitória do Tricolor – que não venceu nenhum clássico esse ano - foi pelo Paulistão de 2007. De lá para cá, aconteceram nove jogos, com quatro empates e cinco vitórias do Timão. O confronto geral teve 303 partidas, com 111 vitórias dos corintianos contra 96 dos são-paulinas e 96 empates.
VOANDO BAIXO
O Grande Prêmio da Austrália, disputado na madrugada brasileira em Melbourne, conquistado por Jenson Button, foi interessante e cheio de alternativas, ao contrário da abertura do Mundial de Fórmula 1 no Bahrein. Felipe Massa fez uma boa corrida. Na largada, pulou do quinto para o segundo lugar. Terminou o GP atrás polonês Robert Kubica, mas subiu ao pódio. Já Rubens Barrinchello, esteve apagado. Bruno Senna pior ainda, não completando a prova.
DEGOLA
Como era esperado, o Guarani escapou e o Osvaldo Cruz caiu para a Série A3, fazendo companhia ao Osasco, Flamengo de Guarulhos e Taquaritinga. O Bandeirante de Birigui também foi rebaixado, da Série A3 para a Série B, a Quarta Divisão paulista.
SE LIGA 1: EMOÇÕES
Sobraram emoções no clássico entre Corinthians e São Paulo, um dos melhores do Brasil. Além dos sete gols, o Majestoso de ontem, no Pacaembu, teve belas jogadas, erros dos goleiros e expulsões O Alvinegro levou a melhor, reabilitou-se de duas derrotas seguidas, e agora está com novo ânimo para continuar lutando por vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Depois de abrir 3 a 1, o Corinthians permitiu o empate, mas quase em cima da hora fez o gol da belíssima vitória. O Timão jogou como se disputasse uma final. Agora com 29 pontos, volta a encostar nos primeiros colocados. Já o Tricolor, mesmo perdendo a segunda seguida, segue no G-4.
SE LIGA 2: RESIGNAÇÃO
Acho que a torcida do Palmeiras já está conformada com a péssima campanha no Paulistão. Desta vez, apenas um empate com o Mirassol, resultado que praticamente eliminou o Alviverde do Paulistão. A galera protestou, mas pacificamente. Foi outro fracasso no Palestra Itália, porque antes do jogo de sábado, o time da casa tinha perdido para Santo André e Ponte Preta. O público também foi decepcionante, com pouco mais de três mil pagantes. É nesse momento de turbulência que o Palmeiras encara o Paysandu, quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1977: Noroeste 0 x 4 Portuguesa, em Bauru, gols de Alcino 2 e Tata 2. Árbitro: Roberto Nunes Morgado. Público pagante: 3.773. Noroeste: Juvenal; Hélzio, Didi, Araújo e Albérico; Daniel e Nélson Borges; Carbono, Carlos Roberto Palito, João Carlos (Bê) e Rodrigues. Técnico: José Carlos Coelho. Portuguesa: Moacir; Marinho, Mendes, Calegari e Bolívar; Badeco e Eudes; Antônio Carlos, Alcino, Tata e Valtinho (Américo). Técnico: Urubatão Nunes.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Samuel Ferro, diretor-executivo da TV Preve, grande amigo, jornalista consagrado.