O Conselho Curador da Fundação de Previdência de Bauru (Funprev) autorizou o diretor de previdência, Vanderlei Tomiatti, registrar boletim de ocorrência para apurar os casos com suspeita de pagamento de proventos indevidos.
Em recadastramento junto a 1.972 aposentadorias e pensões, há três casos que familiares receberam durante um período em que o titular do benefício já tinha falecido. Seis outros casos também estão sob suspeita.
A Funprev é a entidade que administra a previdência municipal aos servidores públicos municipais da prefeitura de Bauru, do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e estatais municipais.
A partir de 2007 recebeu um contingente de pensões e aposentadorias que foram autorizadas pela prefeitura.
Segundo o diretor de previdência que é controlador interno indicado para prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), Vanderlei Tomiatti, na sexta-feira vence o prazo para uma das pessoas notificadas apresentar à Funprev cópia do atestado de óbito e explicar o motivo de recebimento das pensões cujo o titular do benefício já estava morto.
A reportagem apurou que outros dois envolvidos a Fundação não conseguiu notificar, porque há resistência em atender os funcionários da Funprev. Os dois casos são pensões concedidas pela prefeitura, mas que passaram para a fundação a partir de 2007 na gestão do prefeito Tuga Angerami.
O Conselho Gestor concordou que até segunda-feira Tomiatti deve tomar as providências de pedir abertura de inquérito policial para apurar os fatos levantados após o recadastramento, porque esgotaram todos os prazos para atender as notificações. Paralelo ao inquérito, a assessoria jurídica deve ajuizar ação judicial para resgatar as quantias depositadas em contas bancárias e pedir o ressarcimento. Os nomes dos supostos beneficiados com pagamentos indevidos não foram divulgados. As pensões pagas variam de R$ 1,3 mil a R$ 1,7 mil.