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GRSA/Itabom: Time quer manter foco para o playoff

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Combater qualquer relaxamento natural, que poderia ocorrer após vitórias incontestáveis sobre o bicampeão nacional, Flamengo, e o campeão paulista, São José, é o objetivo do GRSA/Itabom nas duas últimas rodadas da primeira fase do Novo Basquete Brasil (NBB). O time, além dos dois resultados citados, também quebrou uma série negativa fora de casa e ganhou seu primeiro jogo longe de Bauru contra o Londrina. Um momento extremamente positivo que a equipe quer prolongar para entrar nos playoffs com força total. Além disso, existe a meta de conseguir a sexta colocação e ter vantagem de jogar mais vezes em Bauru nos playoffs.

Os próximos compromissos do GRSA/Itabom são contra duas equipes de São Paulo. Nesta sexta-feira, os bauruenses encaram o Paulistano e, no domingo, jogam contra o Pinheiros, adversário direto na classificação do NBB – tem os mesmos 36 pontos do Bauru. Ambas as partidas são na Capital. O armador Eric Tatu lembra da necessidade de manter o foco na despedida da primeira fase. “A gente tem que manter a concentração e continuar os treinamentos fortes, porque, às vezes, é normal você fazer um jogo espetacular e acabar acomodando um pouco. É muito difícil manter 100% de concentração. Mas, se não conseguir manter 100%, tem que manter 90%, isso é o ideal para conseguir chegar nos playoffs e ir bem”, considera.

Tatu comemora o fato do GRSA/Itabom ter crescido de rendimento na reta decisiva do NBB. “Estamos em momento bom, em uma crescente no campeonato em uma hora boa, quando estão chegando os playoffs. Ganhamos jogos importantes e temos tudo para entrar nos playoffs bem”, projeta. O armador lembra que o entendimento da equipe melhorou nas últimas partidas, o que se refletiu em quadra. “O time está jogando bem, um dando força para o outro. Se errou, vamos todo mundo marcar e a gente marca, estamos conseguindo nos soltar em contra-ataques e fazendo cesta fácil. Então, o momento do time está muito bom”, analisa.

Falando sobre seu rendimento individual, o armador do Bauru lembra que ainda se ressente de falta de ritmo, mas garante que trabalha para superar os problemas. “Tenho que tentar ficar com a cabeça boa, porque fiquei seis meses parado e, às vezes, o que a cabeça quer fazer o corpo acaba não respondendo. Aí acontecem erros bobos, de ritmo. Mas estou tentando manter a regularidade”, conclui Tatu.

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Fischer assume liderança do ‘Galã NBB’

O ala Fischer, do GRSA/Itabom, assumiu a liderança da eleição para o “Galã NBB”, promovida pelo blog da Liga Nacional de Basquete (LNB). Ontem à noite, Fischer liderava a votação, com 243 votos. O ala do Bauru protagonizou uma virada em 24 horas, saindo do quarto lugar para o topo. Anteontem à noite, o atleta tinha 124 votos, 9% do total. Em um dia de votação, o jogador praticamente dobrou sua votação e tem 11% do montante de votos. A disputa está acirrada. O vice, Felipinho, do Cetaf, tem cinco votos a menos que Fischer, 10% do total. Para votar, basta acessar www.lnb.blog.br.

O ala do GRSA/Itabom falou pouco sobre a votação e em tom de brincadeira, ontem. “Vamos ver o que vai dar esta votação. O jornal (o JC divulgou o concurso em sua edição de ontem) ajudou”, considera. A eleição gera brincadeiras e gozações no elenco bauruense. E, pelo tom das declarações, Fischer não poderá esperar uma força dos companheiros para conquistar a honraria de “Galã NBB”. Sem o apoio caseiro, o ala faz questão de provocar os amigos de time.

Fischer desconversou ao ser questionado se mais alguém do Bauru poderia concorrer ao título de “Galã NBB”. “Eu indicar alguém é complicado, mas vou falar uma coisa, se tivesse eleição para o mais feio, tem alguns aqui, hein Alex”, provoca, entre risos, o companheiro, que está ao lado. Questionado se foi justo não colocar mais ninguém do GRSA/Itabom na eleição, Fischer despista. “Tem que ver o gosto feminino aí”, brinca.

Alex não perdoa e devolve a provocação de Fischer. Indagado se já votou no companheiro, é rápido na resposta. “Não dá nem para acontecer uma coisa dessa. Não sei nem o motivo de ele estar lá”, crava. E vai além, quando perguntado se foi injusta a indicação de Fischer. “Acho que não tinha nem que existir essa eleição, não tem cara bonito no basquete. Botaram cada jogador que tem não condições”, opina. Mas, então, Fischer não tem o apoio dos companheiros de time? “Ele deve ter de alguns, o meu não. Acho que o Ricardo, que vive na Internet, deve ter votado, o Gui (Guilherme) também. Mas, seu pudesse votar contra, votaria”, emenda, entre risos.

Apontado por Alex como um eleitor de Fischer para “Galã NBB”, Ricardo Azevedo nega que tenha contribuído para a virada de Fischer na votação. “Estou votando para ele perder, porque ele é muito chato. Se ele ganhar isso aí, vai ficar mais chato ainda. Ele precisa perder para ficar mais ‘pianinho’ com a gente”, diz, arrancando risadas do restante do elenco. Ricardo vai além e afirma que a indicação não foi justa. “Eu acho que não foi justa, mas ele (Fischer) acha que sim. A mãe dele, pelo menos, vota nele”, alfineta, em tom jocoso.

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