Polícia

PM reclama de demora para fazer BO

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto não avançam as discussões entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública e as entidades que representam os policiais civis, continua a demora para os registros de Boletins de Ocorrência (BOs) em Bauru, por conta da denominada “operação padrão”, em que delegados, investigadores e escrivães executam exclusivamente as funções inerentes a seus cargos.

Conforme noticiou o Jornal da Cidade do último sábado, BOs têm demorado até 15 horas para serem registrados no Plantão da Polícia Civil de Bauru. Ontem pela manhã, o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), major Nelson Garcia, reuniu-se com o delegado seccional de Bauru, Benedito Antonio Valencise, para tentar propor uma solução para o imbróglio.

Garcia defende um aumento no número de funcionários que atuam na elaboração dos BOs. “Com mais equipes atendendo, a demora certamente diminuirá”, pensa. Em entrevista ao JC, Valencise disse que aguardaria o retorno do diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), Licurgo Nunes Costa (que, ontem, esteve na Capital), a Bauru para definir o procedimento a ser adotado.

Valencise adiantou, porém, que considera suficiente a quantidade de policiais atuando na cidade. “O plantão conta com um número de funcionários adequado para desenvolver as funções de sua competência”, disse.

De acordo com o seccional, quando o número de flagrantes aumenta na cidade, os casos costumam ser encaminhados aos distritos policiais. Na visão dele, os atrasos na elaboração dos BOs não têm relação com a “operação padrão”. Para ele, a demora seria reflexo da forma detalhista como os delegados têm atuado ultimamente.

“Pelo que tenho notado, os delegados estão ditando os BOs, acompanhando de perto - e integralmente - os autos de flagrante delito, indo aos locais dos crimes, e isso realmente provoca um atraso”, disse.

Valencise afirma que, até o presente momento, não recebeu reclamações relacionadas à falta de pessoal no plantão. De acordo com ele, ainda que a necessidade existisse, o local não comporta mais funcionários. “Não tem como colocar mais gente ali. Estamos adiantando os preparativos para a inauguração do outro plantão (que será ao lado do prédio atual). Aí sim poderíamos pensar em aumentar a quantidade de profissionais”, disse.

Enquanto a situação não se resolve, a PM tem sido obrigada a lançar mão de alguns improvisos. Bases móveis têm sido mantidas nas imediações do plantão para oferecer apoio aos policiais que aguardam para registrar autos de flagrante delito. Até mesmo lanches e marmitas estão sendo disponibilizadas, para garantir que soldados e oficiais tenham energia para aguardar na fila.

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