Regional

Políticos deixam cargos visando eleições

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Faltando dois dias para o prazo final de desincompatibilização do cargo público visando à disputa de vaga nas eleições do dia 3 de outubro, os respectivos pré-candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, João Sanzovo Neto (PSDB) e José Carlos Octaviani (PP), anunciaram na tarde de ontem o afastamento de suas funções junto à prefeitura de São Paulo e Agudos.

O diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lençóis Paulista (SAAE), José Antonio Marise, afirmou que só deve se manifestar hoje.

A legislação eleitoral determina que ministros, secretários, presidente da República, governadores e prefeitos que tenham intenção de disputar uma vaga nas eleições do dia 3 de outubro se afastem do cargo até seis meses antes do pleito. A lei não prevê a renúncia de mandatos de vereadores, deputados e vice-prefeitos. O prazo para a desincompatibilização vence amanhã.

O ex-prefeito de Jaú (47 quilômetros de Bauru), João Sanzovo Neto, que até ontem era diretor-superintendente da São Paulo Turismo (SPturis), anunciou seu desejo de candidatar-se a uma vaga na Assembleia Legislativa. “Eu sou pré-candidato a deputado estadual, mas dependo ainda da legenda e da convenção partidária para poder oficializar”, diz. “Nós desincompatibilizamos da prefeitura hoje (ontem); é uma exigência da lei eleitoral. Mas candidatos, mesmo, só teremos no dia 12 de junho, quando vierem as convenções”.

O ex-prefeito de Agudos (13 quilômetros de Bauru), José Carlos Octaviani, que trocou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda em que estava há mais de vinte anos, pelo Partido Progressista (PP), no final de setembro, também anunciou ontem sua desincompatibilização do cargo de secretário de Obras de Agudos e sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de outubro.

“Nós pedimos a exoneração do cargo de secretário de Obras da cidade para poder estar desincompatibilizado, conforme exigência da lei, para que eu possa disputar a condição de candidato a deputado federal pelo PP”, afirma. “A partir da semana que vem, já começo a rodar a região para ter contatos visando essa possibilidade de amanhã, sendo candidato a deputado, ter esse apoio da região”.

Segundo Octaviani, o fato de estar em uma legenda considerada pequena lhe dá uma “certa regalia” em termos de voto. “É claro que a eleição não está ganha. Entre disputar e ganhar, a distância é longa. Mas eu estou num partido que, com a expectativa de 40, 50 mil votos, posso vencer as eleições”, revela entusiasmado.

A convenção que irá referendar a candidatura do ex-prefeito de Agudos está prevista para ocorrer em junho.

Apesar de deixar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no final de outubro e de filiar-se ao Partido Social Cristão (PSC) alegando o desejo de concorrer a uma vaga a deputado estadual nas eleições deste ano, até a tarde de ontem, o ex-prefeito de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) José Antonio Marise não havia se desincompatibilizado do cargo de diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lençóis Paulista (SAAE).

De acordo com ele, sua eventual pré-candidatura só será definida e anunciada hoje. “Eu vou decidir isso amanhã (hoje)”, disse, sem detalhar os motivos. Após a troca de legenda, ele chegou a afirmar que, com base nas últimas eleições, precisará ter entre 30 mil e 35 mil votos para ser eleito. Segundo Marise, pesquisa feita junto aos eleitores da cidade demonstrou que ele teria, de início, 62% de intenções de voto e um potencial eleitoral de 87%.

Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), até a tarde de ontem, não havia informações sobre pedidos de desincompatibilização de integrantes da administração com vistas às eleições de outubro.

Comentários

Comentários