Mesmo que pudéssemos transformar a Páscoa judaica para que esta fosse também cristã e de outros segmentos religiosos, nisto sempre existiria a grande questão da experiência pela qual passou o povo judaico somente.
Ainda que no cristianismo exista o hábito de formalizações de símbolos para tudo, alguns extraídos da Bíblia e muitos outros colhidos de antigas práticas pagãs, como nas festividades natalinas, na Páscoa todo fundamento é exclusivamente judaico, como cita no Êxodo 12.26,27: “E acontecerá que quando vossos filhos vos disserem: que culto é este vosso? então direis: este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou às casas dos filhos de Israel no Egito”.
Páscoa é o complemento de outra festa, a dos pães asmos, e Jesus Cristo, sendo judeu, comemorou, com os seus discípulos, a última páscoa, que a transformou em santa ceia, ou ceia do Senhor, em plena referência real ao seu corpo e sangue derramado por todos nós.
O costume dos simbolismos de ressurreição, com ovos, coelhos e dos chocolates em geral, tende a ficar bem longe e bem ao contrário do que seja a Páscoa, a saída do povo do Egito, do mundo, mundanismo, sistema de coisas e do que se tornou hoje.
Carlos Roberto dos Santos