Após dois meses de espera, o drama vivido pela bauruense Natália Custódio, 22 anos, chegou ao fim. Portadora de problemas mentais, ela deu à luz um menino na Maternidade Santa Isabel, no final do mês passado. Mas como não possuía qualquer documento e demonstrava não ter condições de cuidar sozinha do bebê, a jovem foi impedida pela Justiça de levar o filho para a casa.
Os familiares de Natália também foram impedidos de se aproximar da criança. Como não tinham condições de comprovar o parentesco com a jovem, eles não tiveram condições de requerer a guarda do bebê. O caso foi noticiado pelo Jornal da Cidade, na época.
Com auxílio da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes), Natália conseguiu confeccionar seus documentos. Esta semana, ela finalmente pôde rever o filho, que vinha sendo mantido em uma instituição assistencial da cidade.
Parentes também tiveram autorização para visitar a criança. A reportagem apurou, que a Justiça decidiu conceder a guarda do bebê a um dos irmãos de Natália, o pedreiro Luiz Carlos Custódio, 26 anos. As informações foram passadas pela sogra do rapaz, a líder comunitária do Núcleo Beija-Flor Selma Celestino.
De acordo com ela, Luiz Carlos e a esposa Kelly Cristina Celestino Custódio, 26 anos, têm outros três filhos pequenos. Questionada sobre as dificuldades que o casal encontraria de agora em diante para cuidar de mais um bebê, Selma disse que “quem cria três, cria quatro também”.
Segundo ela, Natália já teria dado entrada no pedido para receber o benefício da prestação continuada, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com recursos do Sistema Único da Assistência Social (Suas).
O benefício é destinado a idosos e deficientes que não contribuíram com a Previdência e apresentam renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. “Com esse dinheiro, a Natália poderá ajudar nos cuidados com o bebê”, afirma Selma.