Manaus - Mais duas cidades brasileiras - Manaus (AM) e Campo Grande (MS) - proibiram as chamadas “pulseiras do sexo”. Ao todo, já são pelo menos cinco municípios que impuseram algum tipo de restrição aos adereços coloridos.
Em Manaus, o Juizado da Infância e da Juventude Cível proibiu ontem a venda e o uso das “pulseiras do sexo” para menores de 18 anos, no Amazonas. Na decisão, o juiz Marcos Santos Maciel justifica que os adereços, aparentemente inofensivos, “trazem um estigma amoral para quem usa, por envolver situações vexatórias e, até mesmo abusos sexuais de toda a natureza”. Na Capital do AM, a polícia investiga o caso de uma estudante encontrada morta, no feriado da Páscoa, em um hotel na periferia da cidade. Ela usava seis pulseiras coloridas no braço. A Secretaria de Educação de Manaus já tinha proibido o uso das pulseiras nas escolas.
Já em Campo Grande, a proibição foi imposta pela Câmara Municipal. Os vereadores aprovaram projeto de lei que prevê multa e até cassação do alvará para escolas públicas e particulares que permitirem o uso das “pulseiras do sexo” por seus alunos.
Aprovado em regime de urgência, o projeto determina que as instituições de ensino proíbam o uso do adereço e ainda promovam palestras e reuniões com pais e alunos para tratar de educação sexual e planejamento familiar.
A escola que não coibir o uso das pulseiras estará sujeita a multa de R$ 500,00 a R$ 2 mil, suspensão do alvará por 30 dias e cassação do alvará.
Feitas em silicone e com cores variadas, as pulseiras são parte de um jogo de conotação sexual em que cada cor equivale a uma prática -a roxa, por exemplo, vale beijo de língua; a preta, sexo. Quem arrebenta uma delas pode solicitar a “recompensa” de quem usa a pulseira.
A polícia dos Estados do Paraná e do Amazonas investiga casos de violência sexual contra adolescentes que utilizavam as pulseiras.