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JC na Escola fecha parceria com Unesp para Museu do Futuro

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Conforme divulgado na edição do Jornal da Cidade do dia 26 de março, a Diretoria Regional de Ensino, a Prefeitura de Bauru, a Secretaria de Educação de Ubirajara e o JC na Escola firmaram uma parceria para criar o Museu do Futuro, espaço que vai funcionar na Gare da antiga Estação Ferroviária e visa transformar a visão da população em relação a museus por meio de exposições que fogem dos tradicionais enfoques sobre antiguidades.

Uma nova parceria que se concretizou na manhã de ontem foi a do JC na Escola com a professora Ana Bia Andrade e seus alunos de desenho industrial (DI) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Durante a reunião realizada no espaço Café com Política do JC, ficou acertado que 30 estudantes do 7º termo do curso irão preparar projetos especialmente para a primeira exposição do Museu do Futuro, que será realizada entre os dias 18 de maio e 19 de junho.

Ana Bia informou que seus alunos foram divididos em cinco grupos que abordarão diferentes aspectos do visual bauruense, buscando apresentar em maquetes as possíveis soluções para problemas existentes na cidade.

“De acordo com suas preferências, os estudantes se dividiram em grupos para analisar as propostas de lazer, transportes, limpeza, serviços e sinalização bauruenses. Cada grupo faz a análise de uma questão e apresenta possíveis soluções para melhorar a cidade”, define a professora.

Sinalização

Dois alunos da Unesp que fazem parte do projeto também participaram do encontro no Café com Política e falaram um pouco sobre seus estudos. Rebeca de Souza e Igor Pereira Leão fazem parte de um grupo de cinco estudantes que analisaram os problemas sobre a sinalização e apresentarão possíveis soluções para Bauru.

De acordo com Igor, a cidade não possui padronização na sinalização das vias públicas, além de apresentar alguns problemas estruturais. “Aqui em Bauru cada lugar tem um tipo de placa, o que dificulta a vida tanto dos motoristas quanto dos pedestres”, afirma o estudante de DI, que considera “complicado” descobrir o nome das ruas bauruenses quando dirige pela cidade.

Para solucionar alguns dos problemas de sinalização, Rebeca cita a necessidade de maior atenção nos detalhes.

“As placas de sinalização podem ser produzidas com materiais mais resistentes para evitar depredação, sem esquecer da importância de utilizar materiais ecologicamente corretos para prejudicar menos o meio ambiente. Por exemplo, os semáforos da cidade ainda usam lâmpadas normais, enquanto as de LED gastam menos energia e implicam em menos gastos a longo prazo”, sugere.

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Fora do padrão

Além das maquetes, os alunos da Unesp planejam criar cenários virtuais que possibilitarão aos visitantes do Museu realizar um tour pela “Bauru do futuro”, através de uma animação reproduzida no computador.

Segundo Sérgio Purini, coordenador do JC na Escola, a intenção do Museu do Futuro é fugir de um padrão de funcionamento que apresente apenas tendências ultrapassadas, proporcionando uma ponte direta entre a sociedade bauruense e os estudantes de todas as idades e instituições para pensar no futuro.

“O projeto tem a intenção de oferecer vantagens para os estudantes e também para a cidade de Bauru. Os alunos de todas as áreas de ensino da região podem utilizar seus conhecimentos através da produção de trabalhos práticos que ganharão ampla divulgação e reconhecimento, e Bauru sai ganhando com o estudo de sua estrutura, a análise de soluções para problemas existentes na cidade e uma visão mais concreta sobre o desenvolvimento da cidade como um todo. É um projeto que pensa a Bauru de amanhã”, resume Purini.

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