Regional

Lixo nas estradas da região chega a 180 quilos por km

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Caminhões e mais caminhões retiram diariamente toneladas de lixo das rodovias que cortam a região. Sejam administradas pelo Poder Público ou cedidas às concessões privadas, as estradas são alvo constante da sujeira, que, apesar dos serviços de limpeza, teima em retornar às faixas de domínio, como são chamadas as áreas composta por canteiros, acostamentos e pistas de rolamento.

Campanhas de conscientização, volta e meia, alertam usuários – boa parte deles é considerada como principal culpada pelo emporcalhamento das margens do asfalto -, contudo as ações não surtem o efeito necessário. Apesar da ciência dos danos ambientais e de segurança que dejetos lançados pela janela do veículo podem causar, muitos continuam com os maus hábitos.

O montante de sujeira, de acordo com cálculos da concessionária Centrovias, que administra a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225) entre Bauru e Jaú, chega a assustadores 180 quilos por quilômetro, como informa o engenheiro João Rodrigues. “São cerca de 40 toneladas de lixo recolhidas mensalmente, numa malha de 218 quilômetros”, calcula Rodrigues, coordenador de planejamento da concessionária.

Somadas as estimativas mensais de cada empresa administradora das estradas da região, a quantidade de lixo arremessada no leito e margens das rodovias supera a casa dos 60 mil quilos, números que ainda desprezam o montante de rejeitos encontrados nas cercanias das estradas sob jurisdição do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), além das artérias concedidas à companhia Rodovias do Tietê, que mensura o lixo retirado diariamente pelos funcionárias pelo sistema métrico.

Somente no trecho leste da Marechal Rondon (SP-300), entre Bauru e Tietê, a concessionária informa retirar, mensalmente, 400 metros cúbicos de lixo, cerca de dois caminhões por dia, estima Natalino Martins, diretor da empresa. “Temos 300 funcionários que trabalham na conservação das faixas de domínio. Retiramos diariamente por questão de limpeza e segurança. Uma moto, se tiver uma latinha à sua frente, enfrenta sério risco de acidente”, alerta.

Riscos, danos ambientais e até mesmo visuais, contudo, permanecem ignorados por motoristas. Com a única preocupação de se livrar do lixo, independentemente aos estragos a curto ou médio prazo – como inundações provocadas pelo entupimento de bocas de lobo ou demais sistemas de drenagem – alguns motoristas despejam qualquer coisa a margem de rodovias, desde cargas perecidas, até móveis velhos e carcaças de animais. “O pessoal joga de tudo”, testemunha o catador Willis Fernando Braz Capelli, 22 anos, que, segundo ele, à serviço do DER, recolhia lixo na quarta-feira de manhã ao lado da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília.

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