Pequim - A China registrou seu primeiro mês de déficit comercial em seis anos, mas uma autoridade aduaneira minimizou o fato e economistas duvidam que ele atrapalhe a retomada do aumento do iuan em breve.
O déficit de US$ 7,24 bilhões da China em março, a primeira vez que a balança comercial ficou no vermelho desde abril de 2004, refletiu basicamente as grandes importações de petróleo, matéria-prima e carros, informou ontem a Administração Alfandegária Geral.
Significativamente, o nível das exportações e importações foi maior do que em março de 2008, antes de a crise no crédito global atingir o seu ponto máximo. Líderes chineses disseram que queriam assegurar que as exportações tiveram uma recuperação sustentável antes de cancelar medidas contra a crise, incluindo um congelamento da taxa de câmbio do iuan em relação ao dólar, imposta em julho de 2008.
Zheng Yuesheng, chefe da agência de estatísticas da aduana, disse que a China provavelmente manterá superávits comerciais no longo prazo. O déficit de março foi pontual, disse à televisão estatal. A pressão internacional sobre Pequim para acabar com o congelamento do iuan é forte em Washington, que diz que a moeda está seriamente desvalorizada.
Todavia, o Ministério do Comércio chinês renovou sua oposição a uma moeda mais forte. O fato de a China ter registrado déficit mostrou que a taxa de câmbio não foi decisiva para determinar o fluxo comercial, disse Yao Jian.