Na próxima quarta-feira, a 10ª edição da Feira do Livro com o tema “A paz nas Escolas” e aberta a visitações na Biblioteca Central Rodrigues de Abreu conta com a ação voluntária do projeto “Mudando a história – Mediadores de leitura”. Uma experiência do JC na Escola em parceria com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em 2006, resultou no projeto onde adolescentes da Escola Estadual Mercedes Paz Bueno são capacitados a incentivar a leitura em crianças no início da alfabetização.
“Hoje, o grupo é formado por três meninas que leem e realizam dinâmicas em grupo para incentivar o gosto pela leitura nos pequenos”, diz a professora coordenadora Elisabete Davies. Outros estudantes serão capacitados para integrar o grupo que tem propostas de expandir o trabalho para outras escolas da cidade e região, além de creches. “A capacitação desses jovens é feita em períodos distintos aos das aulas. “Eles aprendem o que é mediação, sua importância e finalidade, além de ouvirem depoimentos de alunos já experientes na atividade”, completa Elisabete.
Segundo Sérgio Purini, coordenador do projeto JC na Escola, a proposta surgiu para facilitar o acesso à formação dos alunos, e a preocupação vai além da leitura de jornal. “O projeto inclui, entre outros, livros e discute a importância do trabalho voluntário entre os jovens”.
Na Feira, alunos da 5ª série do Sesi serão capacitados para serem mediadores e crianças da 3ª série serão mediadas. De acordo com Nilson Batista Júnior, diretor de divisão de bibliotecas, já que as feiras de livros são realizadas para incentivar a leitura, a mediação feita com crianças se encaixa perfeitamente nesse objetivo. “Percebemos que o número de leitores vem diminuindo constantemente e, atrair crianças e plantar nelas esse interesse, é uma forma de criar novos leitores”.
Os resultados obtidos ficam por conta das próprias mediadoras de leitura que narram suas experiências. “No início, as crianças ficam tímidas e nós fazemos a leitura praticamente sozinhas. Depois de algum tempo, se soltam, pedem suas histórias preferidas e fazem questão de lê-las”, conta Lígia Fabiana Ferreira, 14 anos.
Gabriela de Arruda Ribeiro, 14 anos, também é mediadora e acredita que os bons resultados obtidos são devido à forma como trabalham a leitura. “Fazemos de maneira divertida e lúdica, sem cobranças”. Já Yara Fernandes Machado, 13 anos, lembra que muitos chegam já querendo ir embora e pouco tempo depois, não querem que a atividade termine. “Até o comportamento deles na sala de aula melhora depois do contato com os livros. Eles passam a se interessar mais pelas disciplinas”, observa.