Regional

Vereador de P. Alves é detido por não pagar a pensão alimentícia

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Presidente Alves - Na tarde de ontem, ao procurar a Delegacia Seccional de Polícia de Bauru para elaborar um Boletim de Ocorrência, o vereador de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru) Waldir Luiz Lamberti, o Bady (PTB), acabou detido por conta de pendências envolvendo atraso no pagamento de pensão alimentícia a um filho de 18 anos, que reside na Capital.

O parlamentar alega que, tanto ele, quanto seu advogado, não foram notificados anteriormente sobre a decisão judicial. “Meu advogado tinha que ser intimado”, afirma. Ele explica que possui dois filhos, um de 17 e outro de 18 anos. O de 18 anos, de acordo com Bady, foi criado com sua mãe em Presidente Alves. Em setembro do ano passado, ele decidiu mudar-se para São Paulo e solicitou à Justiça pensão mensal no valor de R$ 500,00.

O vereador explica que chegou a contestar o valor da pensão alimentícia e que, desde então, ele e seu advogado não foram mais notificados a respeito de qualquer decisão. Ontem, segundo ele, por volta das 14h, ao procurar a Delegacia Secional de Bauru para registrar um BO, após consulta do delegado ao sistema informatizado, acabou sendo surpreendido com o mandado de prisão expedido contra ele no último dia 30.

Os valores devidos, de acordo com o vereador, referem-se a três meses de pensão alimentícia em atraso, no total de R$ 1,5 mil. O processo foi instaurado pela 2ª Vara de Família e Sucessões de Itaquera. A cópia do mandado de prisão só teria chegado à unidade por volta das 19h. Por volta das 20h30, ele foi transferido para a Cadeia Pública de Duartina.

Um fato curioso é que o suplente do parlamentar, Fábio Luiz Legramandi (PTB), é investigador da Seccional de Bauru e estava na delegacia no momento em que Bady foi detido.

O vereador tornou-se conhecido em rede nacional quando foi atingido por uma garrafa de água atirada pelo colega de plenário, Cristiano dos Santos (DEM), durante sessão da Câmara realizada no dia 10 de março.

A agressão, que inclusive gerou pedido de Comissão Processante (CP) por parte de munícipe contra Cristiano, rejeitada em plenário por cinco votos a quatro, foi precedida de uma discussão entre os vereadores durante votação de um requerimento.

Nele, Bady pedia à prefeita Sandra Regina Sclauzer de Andrade (PT) cópia do contrato de licitação que resultou na contratação de funcionários da Santa Casa para trabalhar no Posto de Saúde Municipal, incluindo a irmã do vereador demista, a técnica de enfermagem Ana Paula dos Santos.

Na noite de ontem, o vereador do PTB iria participar de sessão da Câmara onde foram votadas as contas da prefeita de Presidente Alves relativas ao exercício de 2007, que receberam parecer desfavorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Entre as irregularidades apontadas estão emprego de recursos do Fundeb em limite inferior ao que determina a lei, o não pagamento de precatórios e o aumento do déficit orçamentário. Para que a decisão do TCE fosse derrubada em plenário, a prefeita precisaria garantir seis dos nove votos possíveis na Casa, ou dois terços.

Segundo o presidente da Câmara, Valdeir dos Reis (DEM), a votação de ontem à noite acabou empatada por quatro votos a favor do parecer do tribunal e quatro votos contrários.

Com as contas reprovadas, a prefeita fica ameçada de tornar-se inelegível. Ele já tem uma outra conta também rejeitada pela Câmara.

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