Regional

DIG investiga se morte em atropelamento foi intencional

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) investiga um atropelamento ocorrido na tarde de sábado na rua Lázaro Ramos Nogueira, no jardim Ciranda, que resultou na morte de Hercílio de Souza, 65 anos. De acordo com a polícia, todas as evidências levam a crer que a vítima foi atropelada intencionalmente após discussão em um bar localizado na Vila Mariana, próximo ao local dos fatos.

O motorista do Vectra Branco que atropelou Souza, Paulo Sérgio Paixão, foi ouvido ontem pelo delegado da DIG, Sérgio Castanheira, mas negou qualquer intenção de atropelar a vítima. Contudo, o delegado revela que uma testemunha que estava na companhia de Souza no momento dos fatos confirma a existência de eventual dolo no crime. “Nós estamos apurando, mas é quase certeza que, realmente, foi intencional”, afirma.

Segundo Castanheira, a discussão entre a vítima e o acusado teria se iniciado em um bar próximo ao local. “Houve uma briga no bar e eles chegaram quase às vias de fato”, relata. Souza teria sido retirado do estabelecimento por um amigo e, no momento em que eles caminhavam pela via pública, o acusado o teria atropelado. “O dono do veículo veio e acabou colhendo a vítima por trás”, diz.

Em seguida, o delegado conta que uma testemunha viu quando o motorista deu marcha ré no veículo e passou novamente sobre o corpo de Souza, que chegou a ser socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo antes de ser atendido. “Tudo indica que ele realmente tivesse a intenção de matar”, afirma.

O delegado informa que não solicitou a prisão temporária do motorista por entender que as investigações independem de ele estar detido. A Polícia Civil aguarda, agora, resultado do laudo feito pelo Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC) para confirmar a intencionalidade do ato.

“Estou requisitando uma outra perícia para poder constatar eventual atropelamento de marcha ré porque isso deixa indícios no carro. Mas, a princípio, trata-se de homicídio”, explica. No caso da confirmação do dolo, Castanheira conta que vai representar pela prisão preventiva de Paixão. O inquérito policial que apura o caso deve ser concluído na semana que vem.

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