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Justiça autoriza remoção de acusado de matar Glauco

Folhapress
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São Paulo - A Justiça Federal autorizou a transferência do suspeito de matar o cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni. Solicitada pela Polícia Federal, a remoção de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes da delegacia em Foz do Iguaçu para a penitenciária federal de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná, recebeu sinal positivo ontem.

Para o juiz federal substituto da 2.ª Vara Criminal, Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, os argumentos da polícia são pertinentes. Segundo a PF, a presença de Nunes na carceragem põe em risco a integridade física do próprio preso e dos outros detentos que estão na delegacia.

“A isso se some as informações da polícia relatando a postura “violenta e agressiva’ do acusado nas dependências da carceragem e a impossibilidade de mantê-lo em isolamento dos demais detentos” por causa da superlotação, escreveu o juiz em sua decisão.

Agora a transferência de Nunes depende de consentimento do juiz federal corregedor da penitenciária de Catanduvas, Nivaldo Brunoni. Segundo a decisão de Costa, o sistema prisional federal já havia informado que foi feita uma reserva de vaga no presídio para Nunes.

Relativização

O advogado de defesa, Gustavo Badaró, diz que a transferência ainda não está autorizada em definitivo pela Justiça e que é contra a mudança de Nunes porque ele não se enquadra nos requisitos legais que definem quem deve ir a uma penitenciária de segurança máxima.

Inquérito concluído

O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior concluiu ontem o relatório da investigação. No documento, o policial pede que Cadu, seja acusado pelo crime de duplo homicídio qualificado (por não dar direito a defesa das vítimas) e que o amigo dele, o estudante Felipe de Oliveira Iasi, 23 anos, por participar do assassinato, já que foi ele quem levou Nunes até a casa das vítimas no dia 12 de março.

O advogado de Nunes, Gustavo Badaró, diz que a defesa tem dúvidas sobre o estado mental do suspeito.

Já o advogado de Iasi, Cássio Paoletti, reafirmou que seu cliente é inocente e que foi sequestrado por Nunes na noite dos assassinatos. “Ele não tem nenhuma participação. Foi mais uma vítima desse crime”, afirmou.

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