Cultura

‘Fora do Eixo’ apresenta hoje bandas da Paraíba e Acre

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min

Direto de João Pessoa (PB), Rio Branco (AC) e Campina Grande (PB), as bandas Burro Morto, Caldo de Piaba e Cabruêra, respectivamente, passam por Bauru hoje. Em turnê pelo Interior paulista e mineiro, os grupos apresentam-se no Madame Pimenta, a partir das 23h, pelo Circuito Fora do Eixo.

Formado há três anos, a Burro Morto é um quarteto instrumental que carrega uma série de influências como o afrobeat e o groove. A todo vapor na produção de seu primeiro disco - que deve sair ainda este ano -, a banda ganhou visibilidade com o lançamento de “Varadouro” (2008), seu segundo EP. Durante o ano de lançamento, a Burro Morto fez apresentações na Feira de Música de Fortaleza, Festival Coquetel Molotov (Recife) e Universo Paralello (Salvador), além de tradicionais casas noturnas paulistanas como o CB Bar, Studio SP e Berlin.

Apenas há um ano e meio na estrada, o trio da Caldo de Piaba já coleciona participações em palcos de importantes festivais como o Calango (MT), Rec Beat (RE), Mostra Instrumental Contemporânea (RJ) e Varadouro (AC). O som é instrumental, guiado pela guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) com tons de ska, carimbó, que se encontra com a bateria e o baixo, inspirados no funk e no samba-rock.

A Cabruêra volta a Bauru para apresentar seu mais novo álbum, batizado “Visagem”. Na estrada há mais de 10 anos, a banda foi um dos destaques da programação da Virada Cultural Paulista na cidade, no ano passado. Formada por alunos da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, o grupo reúne 4 músicos de diversas influências, desde o cancioneiro popular até a música eletrônica.

Segunda edição do Fora do Eixo realizada em Bauru, o intuito do projeto é criar um intercâmbio entre as regiões brasileiras e dar visibilidade ao trabalho de bandas inseridas no circuito independente. Em Bauru, os shows são promovidos com o Enxame Coletivo, que atua na cidade desde janeiro.

“Fizemos as noites Grito Rock e a ideia é realizar o Fora do Eixo pelo menos uma vez ao mês. A intenção é ainda expandir para as outras áreas da arte como o teatro e a performance”, afirma Luccas Barrossa, um dos responsáveis pelo coletivo. “O Fora do Eixo já pode ser considerado a maior rede de cultura independente do País, com intuito de circular, justamente, essa cultura de forma acessível”, completa.

Amadurecimento

Ao longo dos seus mais de 10 anos de estrada, a Cabruêra já integrou a programação de diversos importantes festivais brasileiros e europeus. O quarteto paraibano enxerga os festivais como caminho obrigatório para quem começa.

“Principalmente aqueles que trabalham mais como nomes novos são ótimas vitrines”, avalia o músico Arthur Pessoa, integrante da banda. Para ele, assim como aconteceu com a Cabruêra, os festivais são uma forma das bandas crescerem profissionalmente. “Eles são um caminho para o amadurecimento porque trazem mais profissionalismo para as bandas. Participando de um universo evoluído, você sai daquele nível amador e vai se preparando para participar de festivais maiores”, comenta. Além de Arthur (vocal), Pablo Ramires (bateria), Edy Gonzaga (baixo) e Leo Marinho (guitarra) formam a Cabruêra.

Com uma dose ainda maior de metais - trompetes e trombones - “Visagem” é a mais nova produção do Cabruêra. As 12 faixas do quarto álbum do grupo seguem a fórmula pautada na diversidade. “Seguimos bebendo em várias fontes e trabalhando com diversos elementos não apenas da cultura brasileira, como de outras”. Assim, em “Doce de Coco”, “Pisa Morena”, “Passarada”, “Feira da Prata” - algumas das novas canções - o público irá ver traços desde o cancioneiro popular da Paraíba até o ska, funk ou rock. O disco está disponível no www.overmundo.com.br. Hoje, o grupo deve passar pelos discos anteriores, além de apresentar “Visagem”.

• Serviço

2.º Fora do Eixo em Bauru, hoje, a partir das 23h, no Madame Pimenta (rua Piauí, 8-55). Ingressos a R$ 7,00 e R$ 5,00 (com nome na lista). (14) 3202-9889.

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