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Rodrigo promete fazer projeto de Conselho de Proteção aos Animais ainda neste semestre

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Apesar de saberem das consequências que os animais mal cuidados trazem para a população, os cidadãos de Bauru continuam abandonando cães e gatos sem respeito algum com os bichos e também com a saúde pública. O prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho, prometeu encaminhar à Câmara de Bauru, ainda neste semestre, o projeto de lei que prevê a criação do Conselho Municipal de Proteção aos Animais.

Ontem à tarde, a ONG Naturae Vitae entrou na Justiça contra o CCZ com uma ação civil pública pedindo que a Justiça intervenha no centro de zoonoses. Há alguns semanas, o Jornal da Cidade vem abordando a situação preocupante dos animais abandonados, ouvindo leitores indignados, Organizações Não Governamentais (ONGs) e órgãos públicos.

A polêmica que coloca o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão da prefeitura, no centro do debate sobre com a eutanásia de animais gerou uma preocupação ainda maior. Em nota, o CCZ afirmou que só sacrifica animais que não estão sadios.

Rodrigo Agostinho completou a resposta dizendo que apesar de o animal estar aparentemente sadio, muitas vezes ele está com a doença. “Nós montamos um laboratório no CCZ porque, na época, a gente dependia de análises de exames do Instituto Adolf Lutz, com o propósito de, justamente, agilizar a realização desses exames”, ressalta.

De acordo com o CCZ, o problema da doença em vem desde 2003, onde foram registrados mais de 300 casos em humanos e 30 óbitos no decorrer desses 7 anos que se passaram até hoje.

Rodrigo ainda enfatiza que os animais com leishmaniose nem sempre estão definhando e que os profissionais não vão esperar o animal chegar a esse ponto para tomar alguma providência. “O tratamento para leishmaniose é muito caro e ineficaz, por isso os animais, mesmo aparentemente sadios, sendo portadores da doença, são submetidos à eutanásia. Ninguém gosta de sacrificar nenhum animal”, enfatiza

O prefeito também cobrou conscientização da população sobre o abandono de animais.

A primeira medida seria a aprovação do projeto de lei que prevê a criação do Conselho Municipal de Proteção aos Animais em Bauru. A segunda medida seria promover campanhas de castração, que, de acordo com o prefeito, tem um custo muito alto. “Nós temos uma certa dificuldade de fazer a castração, mas nós vamos organizar essas campanhas, já organizamos algumas no ano passado.”

Agostinho pretende fazer uma parceria com as faculdades de veterinária para ajudar na iniciativa. “Nós temos hoje, em Bauru, aproximadamente 60 mil cães. Ainda estamos planejando como será essa campanha. Queremos fazer parcerias com as universidades”.

Outra tentativa, segundo o prefeito, seria promover a posse responsável de cães e gatos. “Nós vamos enfatizar mais a posse responsável, organizando palestras. Estamos acompanhando o problema de perto”, completa.

Adoção

Em nota, o Centro de Controle de Zoonoses afirmou que não recebe animais para serem disponibilizados para adoção. Os que são encaminhados para serem adotados são aqueles recolhidos nas ruas e outros que sofreram maus-tratos.

Os animais deixados no CCZ pelos seus donos por diversos motivos devem ter uma explicação registrada no processo administrativo instaurado para cada um deles. Os proprietários que não quiserem mais ficar com o animal e procurar o CCZ será autuado e deverá apresentar suas justificativas no decorrer do processo. Se o abandono for confirmado, o proprietário será multado em valores que podem variar de R$ 250,00 a R$ 2.500,00.

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Neste domingo tem feira de adoção

Neste domingo, a partir das 8h30, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, disponibilizará 45 gatos para adoção na feira-livre entre as quadras 4 e 7 da rua Gustavo Maciel.

É a quarta feira de adoção promovida pelo CCZ só neste ano, exclusiva para adoção de gatos. Serão disponibilizados 35 filhotes e 10 adultos castrados. Esses animais foram recolhidos pelo órgão por estarem abandonados e por terem sido vítimas de maus-tratos.

Segundo o CCZ, desde o início deste ano, até o final de março, 260 animais foram adotados. Só no ano passado, foram 920 animais, entre cães e gatos e nos últimos dois anos aproximadamente 1.500 animais já foram adotados no Centro.

De acordo com a coordenação do CCZ, os animais passam por avaliação clínica para análise das condições de saúde antes de ser liberados para adoção. Os responsáveis pelo serviço alertam aos interessados que, antes de decidirem pela adoção de um desses animais, tomem conhecimento dos cuidados exigidos, como higiene, saúde e disponibilidade de cuidado. Quem quiser adotar deve assinar o termo de posse responsável afirmando que terá todos os cuidados com o animal.

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