Polícia

Despejada pela Justiça, família fica ao relento

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Por determinação da 4.ª Vara Cível de Bauru, oficiais da Justiça determinaram a destruição de um casebre na zona rural de Bauru. No local, uma área nas imediações da antiga colônia da Fepasa, a sete quilômetros da Vila Nova Esperança, morava a família do agricultor Enoque de Souza Martins, 28 anos. Ele conta que não foi avisado sobre a sentença e quando chegou em casa ontem, o imóvel estava destruído.

A decisão liminar para a reintegração de posse determinava o cumprimento urgente da medida, que incluía a entrega da área - que de acordo com a sentença estaria ocupada de forma irregular – livre de pessoas, barracos, construções e plantações. De acordo com a sentença, Martins só pode contestar a reintegração agora, depois do cumprimento da liminar.

“Fomos levar meu caçula no posto de saúde e, quando voltamos, já tinham destruído tudo. Não fui avisado judicialmente que tinha que sair, não recebi intimação”, conta. Martins explica que no dia 28 de março o proprietário da área foi até sua casa alegando que ele teria invadido a propriedade e que ele iria entrar na Justiça para reaver a posse da terra. “Mas eu não fui intimado de nada”, conta.

“Agora vou ver se consigo abrigo para minha esposa e meus quatro filhos na casa do meu irmão. O problema é que nossas coisas estão todas ao relento”, diz ele, que pretende recorrer.

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