Goiânia - Policiais civis de Goiás e da Bahia estão investigando se o pedreiro Adimar Jesus - suspeito de estuprar e matar seis jovens em Luziânia (cidade goiana próxima a Brasília) - também cometeu crime no Estado nordestino.
Jesus viveu na Bahia antes de ser preso em 2005, quando passou a cumprir pena por violência sexual contra crianças no DF. Uma semana depois de ele ter sido libertado da prisão, em 2009, a primeira das seis vítimas de Luziânia desapareceu.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de Goiás, as equipes dos dois Estados estão trocando informações. A suspeita é que Jesus tenha cometido tentativa de homicídio. A Polícia Civil baiana disse ontem, porém, que ainda estava pesquisando detalhes do caso. Anteontem, policiais vasculharam o local onde os corpos foram achados, mas só encontraram um chinelo.
Segundo a secretaria goiana, até ontem Jesus ainda não tinha advogado. Ele está detido em uma delegacia em Goiânia. O preso já deu diferentes explicações sobre as mortes. Chegou a afirmar que os crimes tinham sido encomendados.
Causa das mortes
Laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontam que os seis jovens assassinados em Luziânia morreram devido a pancadas na cabeça. De acordo com os exames, todos os corpos achados no último fim de semana estavam com afundamento de crânio.
Preso no sábado, Jesus disse, segundo a polícia, ter matado os jovens, que tinham entre 13 e 19 anos. Ele levou policiais a uma região rural onde os seis corpos estavam enterrados.
Como os cadáveres estavam em estado avançado de decomposição, a identificação depende de exame de DNA, que deve ficar pronto em até 20 dias.
A soltura de Jesus da prisão do DF gerou polêmicas.