Turismo

Maceió é bom demais

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Maceió tem uma série de praias urbanas, todas elas próprias para banhos, de areia fofa e quiosques que oferecem todos os sabores aos turistas. Eles podem se misturar aos moradores nas caminhadas de fim de tarde ou de bicicleta. É sair do hotel e pisar na areia.

As águas são calmas e a sombra está garantida pelos coqueirais sem fim. Cada praia tem o seu charme. Começa em Jatiúca, que abriga vários hotéis e lojas para turistas, com galerias que vendem o fino artesanato alagoano. A infraestrutura é ótima.

De Jatiúca para frente é só seguir o cheiro da tapioca. Se o calor não for muito forte é possível caminhar meia hora e chegar na Ponta Verde, praia preferida pelos moradores da Capital, com seus bares e restaurantes sofisticados.

É verdade que na Ponta Verde é tudo mais caro. Mas, um pouquinho só. Nada que aleije. É praia de ver gente bonita, de almoçar bem e comprar nas boutiques de grife iguais as de São Paulo e Rio.

Pajuçara, a última na sequência, é a praia das piscinas naturais. As 180 jangadas estacionadas, uma ao lado da outra, enquanto esperam os grupos de turistas, complementam a paisagem com suas cores. Ali temos certeza de estarmos no Nordeste. Coqueiros, mar verde esmeralda, areia e jangadas - imagine só. Cada jangada leva seis pessoas até as piscinas, com água pela cintura.

Lá tem de tudo. Até “orelhão” para fazer um interurbano só para dizer: “Mãe, tô aqui falando do meio do oceano”. Há as jangadas-bar, onde se fritam iscas de peixe. Servem caipirinha e cerveja gelada. Os nordestinos adoram tomar uísque “on the rocks” no mar, apesar do calor.

Por tudo isso, como dizem os mineiros, “Maceió é bom demais, sô”.

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Consciência ecológica

A maré dita o horário dos passeios a Pajuçara. Na maré baixa dá para ver os peixinhos nadando entre os corais. Eles são atraídos pelos turistas com miolo de pão. Comem na mão dos turistas. Na hora que a maré começa a subir está na hora de voltar para a praia.

A visita aos recifes de corais exige boas maneiras. Nos corais vivem bilhões de organismos frágeis, alguns invisíveis para o homem, que fazem parte de um equilibrado ecossistema marinho. Em cada coral, por trás da aparência dura, que se parece com uma pedra, existe uma parte mole e viva. O coral, quando tocado, sente “dor” e pode entrar em agonia. Por isso nunca tente arrancar parte de um coral para levar como lembrança.

É possível observar os ouriços e os peixinhos sem tocá-los. Todas as jangadas que vendem bebidas e lanches têm cestos para lixo. As fotos e as memórias da viagem são as melhores lembranças. Estrelas-do-mar, polvos e ouriços fazem parte da vida marítima. O turista consciente sequer compra artesanatos feitos com corais ou cascos de tartarugas. Isso é um incentivo à destruição do meio ambiente.

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Feirinha

Na praia de Pajuçara existe a “feirinha”, que vende artesanatos e uma infinidade de utilidades a bons preços. Funciona das 10h às 22h. Em matéria de bordados o melhor está no Pontal da Barra, reduto das mulheres rendeiras. Filé, labirinto, rendedê, ponto de cruz, renascença e fazem parte de uma tradição familiar.

As rendeiras fazem renda trançando os bilros e ensinam ao mesmo tempo. Toalhas, saias, calças, almofadas, cintos, bolsas, guardanapos, cortinas, lenços e tudo o mais. Ninguém imagina até onde vai a criatividade dessas artesãs.

Não há quem não leve para casa pelo menos duas ou três peças. Uma cortina feita a mão, por R$ 100,00, é muito barato. Se estiver fora do seu alcance, compre um conjunto de guardanapos por R$ 10,00.

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