Duas famílias reconheceram, oficialmente, os cinco suspeitos presos na quarta-feira acusados de integrar uma quadrilha especializada em roubo a residência. Outras três famílias também os identificaram por meio de fotografias. No entanto, os acusados podem estar envolvidos em muitas outras ocorrências. A Polícia Civil iniciou levantamento nos boletins de ocorrência com o intuito de convocar novas vítimas de delitos da mesma natureza, que também podem ter sido praticados pelo grupo.
Segundo Cledson Luiz do Nascimento, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Josimar Francisco de Camargo, 23 anos, Leandro Eduardo Ramalho, 21 anos, Michelângelo Ribeiro, 20 anos, Marcos Vinícius Fuentes Santana, 20 anos, e Bruno Soares dos Santos, 22 anos, já estão na cadeia pública de Duartina. Dos reconhecimentos oficiais, Ramalho, Santana e Camargo foram identificados como autores de um roubo registrado no dia 3 deste mês. Santos, Ribeiro e novamente Ramalho identificados por praticarem assalto no dia 23 de março. Ambos na região da Vila Falcão.
Perfumes, relógios e videogame, por exemplo, foram declarados como das vítimas, que também estiveram ontem na delegacia. Apenas Ramalho foi preso em flagrante (por porte ilegal de armas). Os outros quatro tiveram a prisão temporária por cinco dias decretada pela Justiça por conta dos reconhecimentos. O prazo pode ser prorrogado por mais cinco dias.
Como agiam
A PM chegou até eles ao analisar relatos de vítimas de vários roubos a residências ocorridos em Bauru recentemente, principalmente na regiões oeste e sul da cidade. Um dos detalhes que chamou atenção para ligação de um assalto a outro foi o fato dos veículos roubados das vítimas serem abandonados logo após a fuga dos bandidos. Segundo o que foi apurado até agora, a quadrilha saía de carro, sondava as residências, mais tarde estacionava o veículo nas proximidades e esperava o momento certo para entrar no imóvel.
Ao entrar na casa, os ladrões rendiam os moradores com arma de fogo. Ameaçavam de morte e, num dos casos relatados, teriam dado uma coronhada numa das vítimas. Arrecadavam dinheiro, objetos, eletroeletrônicos. Tudo era colocado no carro das vítimas, com o qual os acusados fugiam até onde estavam o carro que haviam deixado. Lá, passavam os produtos roubados para o outro carro, abandonavam o veículo roubado e tomavam rumo ignorado.