Pequim - Até ontem à noite foram confirmados 760 mortes e 243 desaparecidos, segundo a agência de notícias estatal Xinhua. Há 11.477 feridos, dos quais 1.174 gravemente. O terremoto, teve magnitude de 6,9, segundo a medição norte-americana, e 7,1, de acordo com o governo de Pequim.
As duras condições climáticas e as dificuldades de acesso estão dificultando a ajuda aos sobreviventes do terremoto ocorrido na anteontem na Província de Qinghai (noroeste), afirmou ontem o governo chinês. Segundo as equipes de resgate, as baixas temperaturas diminuem bastante as chances de encontrar sobreviventes.
Ontem o premiê Wen Jiabao visitou a cidade de Gyegu, a mais importante da Província de Qinghai, de cerca de 100 mil habitantes, a grande maioria tibetanos. Com um tradutor ao lado, disse que, “enquanto houver esperança, multiplicaremos por cem nossos esforços.”
Já o presidente chinês, Hu Jintao, interrompeu ontem a sua viagem pela América do Sul e voltou diretamente de Brasília ao país, deixando de visitar Chile e Venezuela.
O governo chinês recusou ofertas de ajuda internacional vindas de entidades e países como ONU e EUA.
O material para o socorro já estaria pronto, mas a pouca infraestrutura da região foi afetada pelo tremor, dificultando o transporte.
Relatos de agências de notícias que chegaram ao local descrevem centenas de feridos sem atenção médica adequada. Havia poucas esperanças de encontrar sobreviventes nos escombros por causa das baixas temperaturas dessa região montanhosa, de altitude média em torno de 4.000 metros.