Os servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru fizeram ontem uma paralisação a fim de reivindicar um reajuste igualitário, prometido pelo reitor da universidade, de 5% no plano de carreira para todos os servidores da universidade segundo eles, já que apenas 33% do quadro desses funcionários foi contemplado com o benefício.
No entanto, outro fator que também desencadeou para a suspensão das atividades ontem pela manhã foi um pedido de reajuste de 6% na data base do mês de maio, acrescido da inflação retroativa de 2009, e 16% das perdas salariais sofridas nos últimos 5 anos.
José Aparecido Casteli, diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp de Bauru (Sintunesp), explica que a universidade exigiu que os funcionários tivessem mais qualificação profissional para que recebessem o reajuste igualitário de 5%. “Eles disseram que quem tivesse essa qualificação teria promoção, mas não deram o reajuste igualitário”, enfatizou.
Segundo Casteli, no último dia 30, o sindicato protocolou uma pauta de reivindicação em Campinas, com o pedido de reajuste de 6% na data base do mês de maio, acrescido da inflação retroativa do ano de 2009, e mais 16% das perdas salariais sofridas nos últimos 5 anos, mas não recebeu nenhuma resposta do reitor. “Ele não nos convocou para assembleia ou reuniões para discutir o assunto, e a data que deveríamos receber esses benefícios está chegando”, desabafa.
Além do câmpus de Bauru, outros sete também fizeram a paralisação ontem reivindicando os mesmos direitos.