Jaú - Auditores do Ministério do Trabalho (MT) começaram ontem à tarde a acertar os salários atrasados, levantar os valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e preparar as rescisões com os metalúrgicos que tomaram calote da empreiteira contratada pela Cosan para uma obra de montagem de estrutura em uma das usinas de sua propriedade. A reunião foi na sede do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Jaú (47 quilômetros de Bauru).
Os trabalhadores dependem do acerto para voltar às cidades de origem. A empreiteira, acionada pela Cosan, autorizou que um saldo devido à ela fosse usado para acertar os pagamentos.
Os trabalhadores, vindos de diversos Estados, passaram por necessidades básicas como alimentação e moradia. Todos eles foram recrutados pela empreiteira que se identificou no município com o nome de Gedal, contratada pela Cosan para uma obra de montagem de estrutura em uma das usinas de sua propriedade. Contudo, o empreiteiro responsável pelas contratações desapareceu e os metalúrgicos ficaram sem pagamento.
Segundo o gerente da regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Bauru, José Eduardo Rubo, a ação fiscal coordenada pelo órgão ainda não foi finalizada. A empresa Cosan conseguiu contato com a terceirizada que autorizou o pagamento dos salários atrasados desse pessoal.
O gerente explica que, apesar da disposição em contribuir com a regularização da situação dos trabalhadores, a Cosan poderá ser intimada a assumir, junto com a terceirizada, a responsabilidade pelas rescisões contratuais. De acordo com ele, o número de funcionários prejudicados pelos atrasos no pagamento pode chegar a 150. “O sindicato, segundo consta, vai entrar com uma ação na justiça para fazer a rescisão contratual. Os dois auditores estão fazendo o levantamento do débito do FGTS para que esses valores entrem também em negociação”, revela. Anteontem, o sindicato da categoria já estava providenciando o acerto dos salários referentes ao mês de março. Em nota, a Cosan afirmou que não possuía responsabilidade legal ou jurídica em relação ao caso. O Ministério do Trabalho contesta a informação e afirmou que, em casos como este, a responsabilidade das empresas contratante e contratada é solidária.