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Assassino confesso de Glauco é transferido para penitenciária federal

Folhapress
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Catanduvas - O suspeito de matar o cartunista Glauco Villas Boas e o seu filho Raoni foi transferido ontem para a Penitenciária de Catanduvas, no Paraná. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi removido da delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para o presídio de segurança máxima numa viatura escoltada por um carro da polícia e outro da Força Nacional.

A remoção foi solicitada pela PF e autorizada pela Justiça Federal. Segundo a polícia, a presença de Nunes na carceragem era “nociva ao ambiente prisional” porque colocava em risco a integridade física do próprio preso e dos outros internos. Em Catanduvas, todas as celas são individuais.

Ontem, Nunes recebeu tratamento habitual dedicado aos novos internos. Ele foi assistido por dentista, assistente social e médico. Segundo a administração da penitenciária, o resultado da bateria de exames foi “normal”. O preso teria apresentado tranquilidade durante as consultas.

Nunes ficará sozinho numa cela e não terá contato com outros internos pelos próximos 20 dias, nem nas chamadas áreas de vivências, como banho de sol. Esse tratamento é usual aos presos recém-chegados na unidade. E só terá direito a visita de advogado.

A reportagem tentou entrar em contato com advogado de Nunes, Gustavo Badaró, deixou recado, mas não houve retorno até o início da noite de ontem.

No início desta semana, Badaró disse ser contra a transferência de Nunes porque ele não se enquadra nos requisitos legais que definem quem deve ir a uma penitenciária de segurança máxima e que não há registro de agressões entre seu cliente e os outros presos na delegacia da PF, o que contradiz o argumento usado pela polícia e acatado pelo juiz.

O advogado também disse que a transferência vai dificultar a realização de exame de sanidade mental de Nunes.

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