Esportes

Basquete: GRSA/Itabom tenta surpreender Brasília

Wagner Teodoro e Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

Em desvantagem na série melhor-de-cinco jogos das quartas-de-final do Novo Basquete Brasil (NBB) por 1 a 0, o GRSA/Itabom entra em quadra hoje, a partir das 19h - com transmissão ao vivo pelo www.jornadaesportiva.com.br e pelo canal Sportv -, em busca de surpreender o Brasília, no Distrito Federal, e empatar a série. Líder da fase de classificação e com um elenco de jogadores de Seleção Brasileira, Brasília ganhou em Bauru, na última terça-feira, por apenas seis pontos de diferença: 102 a 96. Os bauruenses encarnam o espírito de “franco-atirador” cientes que a obrigação de vitória é de Brasília.

“Brasília, hoje, é o maior investimento do basquete brasileiro, tem um time de jogadores de Seleção. A obrigação de vitória é deles, mas a gente sabe da nossa qualidade. A gente trabalha, se não mais, pelo menos igual às grandes equipes e tem tudo para vencer”, crava Fischer. “A gente tem que tentar empurrar a obrigação para eles e jogar um basquete mais solto, dentro das nossas qualidades. Mas jogar com esta obrigação de vitória nas costas é pior”, complementa o ala de Bauru.

Fischer aposta no crescimento da equipe, que, acredita, jogará melhor longe de seus domínios. “Avalio que na primeira partida aqui a gente não rendeu tudo o que podia. Em minha concepção, jogamos uma partida de nível médio e perdemos por seis pontos. Está aberta a série. Tenho certeza que jogaremos melhor lá do que jogamos aqui”, ressalta o ala.

O ala aponta os fatores a serem melhorados. “Faltou eu pontuar, o Soró pontuar um pouco mais. Mas, com certeza, temos que melhorar a defesa”, avalia. Porém, reconhece a missão difícil que o GRSA/Itabom tem pela frente. “Eles têm um contra-ataque muito forte. É difícil marcá-los, porque eles têm uma leitura de jogo diferenciada, jogam juntos há muito tempo”, recorda Fischer.

O GRSA/Itabom buscou trabalhar mais a parte psicológica nos dias que separaram o primeiro do segundo confronto. “Esperávamos a vitória em casa, mas vamos ouvir o que o Guerrinha tem para nos dizer e trabalhar a cabeça. Não tem nada perdido ainda, é ir lá, fazer o melhor e, se possível, trazer a série de volta para Bauru”, comenta o ala/pivô Ricardo. O jogador ainda alerta para a necessidade de equilíbrio emocional. “Se for lá desequilibrado, toma 30 pontos e fica pior. Nosso time fez um bom campeonato e tem condições de reverter”, declara.

O também ala pivô Renato espera que o time de Brasília não esteja em noite tão inspirada quanto à da última terça-feira, em Bauru. “A equipe deles é espetacular, mas tem noite que o jogo não encaixa. Pode chegar lá e o jogo deles não encaixar e nosso time encaixar e vir para mais um jogo aqui (Bauru)”, projeta.

Tabu

O Bauru, e também Pinheiros e Joinville, que saíram perdendo suas séries, brigam para reverter a escrita que marca o NBB desde a primeira temporada. Em 11 séries de playoffs já disputadas, nunca uma equipe mais bem colocada na fase de classificação foi derrotada. Para derrubarem o tabu, os três times precisam vencer na casa de seus adversário. No caso de Bauru, Brasília. O Pinheiros encara Franca e Joinville, o Minas.

Os bauruenses ainda precisam reverter outro retrospecto desfavorável. Na fase de classificação, o time foi o que teve pior desempenho fora de casa, com uma vitória sobre Londrina. Nos playoffs, no entanto, o GRSA/Itabom já derrotou Assis na casa rival.

Outros jogos

Flamengo e São José iniciam hoje, a partir das 21h, em São José dos Campos, a série melhor-de-cinco dos playoffs do NBB. No outro jogo do dia, o Minas, que lidera a série por 1 a 0, recebe o Joinville, às 20h, em Belo Horizonte.

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Guerrinha prega ‘leitura de jogo’

O caminho para o GRSA/Itabom surpreender o favorito Brasília, de acordo com o técnico Guerrinha, passa pela equipe bauruense ter leitura de jogo. Para o treinador, jogar fora de casa exige atitude diferente e o time terá que ter discernimento esta noite. “Jogamos fora de casa agora e tem toda uma conjuntura. Jogando em casa, você pode jogar de forma mais agressiva, fora de casa, tem que saber fazer um pouquinho a leitura do jogo. Essa é a grande dificuldade nossa”, diagnostica Guerrinha.

O treinador, juntamente com a comissão técnica e a diretoria, trabalhou a parte psicológica do grupo nos dias de preparação, buscando dar tranquilidade em um momento decisivo no playoff e de final de temporada, quando reformulações ocorrem em todas as equipes.

“Tivemos uma reunião muito legal, onde até o Pedro (Poli, presidente), o Joaquim (Figueiredo, vice) e o Éder (Poli, tesoureiro) foram e conversaram bastante com os jogadores, acreditando e dando apoio, independentemente de qualquer resultado. Foi feito um trabalho importante, espontâneo, por parte da diretoria e isso ajuda muito”, considera Guerrinha, lembrando que a diretoria demonstrou confiança e satisfação aos jogadores em relação ao trabalho executado.

Realista, Guerrinha reconhece o favoritismo adversário. “O projeto de Brasília tem mais anos, mas isso não quer dizer que a gente não possa e não vá entrar para ganhar o jogo. Vamos entrar para ganhar, mas a gente sabe que a probabilidade deles é bem maior, por estar jogando em casa, pela equipe. O momento do projeto deles pede isso”, argumenta.

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