Assunção - O Senado paraguaio aprovou ontem por ampla maioria um projeto de lei que declara estado de exceção no norte o país, para reforçar a operação de busca de um suposto grupo guerrilheiro de esquerda.
A lei, solicitada pelo governo e aprovada com mudanças, permite que o Poder Executivo prenda e transfira pessoas sem mandado judicial, e proíba ou restrinja reuniões públicas e manifestações.
O Senado, dominado pela oposição, rejeitou uma iniciativa enviada horas antes pelo presidente Fernando Lugo, mas aprovou outra semelhante, com modificações, que será discutida hoje na Câmara.
O projeto alternativo, de autoria do senador oposicionista Marcelo Duarte, declara estado de exceção nos Departamentos de San Pedro, Concepción, Amambay, Alto Paraguay e Presidente Hayes, limítrofes com Brasil e Bolívia, por um prazo de 30 dias.
Membros do Exercito do Povo Paraguaio estão sendo acusados de invadir as fazendas do empresário do Mato Grosso do Sul, Jorge Luiz Zenatti, e matar quatro pessoas.
De acordo com o jornal ABC Collor, os guerrilheiros do EPP, estavam armados de fuzis AR 15 e M16 e surpreenderam os moradores das fazendas Santa Adélia e Guarani, ambas de propriedade de Zenatti que também é dono da Taurus empresa de distribuição de combustíveis. Morreram no confronto o capataz da Estância Santa Adélia, Osmar da Silva Souza; o capataz da fazenda Guarani, Jair Ravelo de 35 anos, ambos brasileiros, além de Francisco Ramirez funcionário da mesma fazenda e o policial paraguaio Joaquin Aguero de 25 anos.Lucio Arce, Juan Valente e Alcides Aguero conseguiram escapar do tiroteio eles são as principais testemunhas do ataque.