Trabalhadores sem registro em carteira, com remuneração abaixo do piso, falta de equipamentos e roupas adequadas para a lida, e menores de 18 trabalhando são alguns dos problemas enfrentados na citricultura, tanto no Estado de São Paulo quanto em outras regiões do País. Visando a melhora para os trabalhadores que atuam no setor, possibilitando que sejam garantidos seus direitos, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) discute hoje, em Agudos, a questão.
Com início às 9h, a diretoria discute as reivindicações e os problemas do setor juntamente com representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais filiados e corpo jurídico da entidade. “Queremos adequar a pauta diante os problemas existentes, a fim de possibilitar condições de trabalho adequadas aos trabalhadores deste segmento”, avalia o presidente da Fetaesp, Braz Albertini.
Segundo o Instituto de Economia Agrícola, a produção da laranja brasileira tem grande comércio para os Estados Unidos e Europa, com 98% da produção exportada, que se traduz em mais de 1 milhão de toneladas. O preço da caixa (40,8 kg) para a indústria no mês de março ficou em média de R$ 9,43.
De acordo com dados do Conselho Estadual do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, São Paulo é o maior parque citrícola do País, com 1,8 milhão de talhões, além concentrar a maior faixa de produtores familiares no setor, com 81% das unidades produtoras.
Braz Albertini aponta que a remuneração dos citricultores em 2009 ficou muito abaixo do custo da produção. A sede da Fetaesp é no km 322 da rodovia Marechal Rondon, no município de Agudos. O evento começa às 9h.