Economia & Negócios

Economia aquecida também colabora

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Para o economista Wagner Ismanhoto, a crise econômica mundial e a boa fase vivida pelo País atualmente colaboraram para a queda dos índices de inadimplência entre o ano passado e este. “No início de 2009 vivíamos um momento ruim, com a crise que bateu no Brasil no final de 2008 e começo do ano passado. Já nos primeiros meses de 2010, vivemos um desempenho muito bom da economia. Ou seja, comparamos um período ruim, de desemprego e queda na renda, com um de aquecimento e aumento salarial”, observa.

Além disso, ele pontua que o consumidor está mais consciente. “O comércio costuma apelar e oferecer prazos elásticos para pagamentos, como carro em até seis anos. Mas de tanto apanhar, o consumidor está mais atento e seletivo. Ele pensa mais antes de comprometer parte de sua renda”, destaca. Ismanhoto também pontua que a maioria da população sabe a “roubada” que é ficar devendo para operadoras de cartão de crédito.

“Qualquer pessoa sabe o quanto custa não pagar a fatura do cartão no dia do vencimento. Financiar dívida de cartão é a pior forma de financiamento existente. Os juros giram em 12% ou 13% ao mês. É um péssimo negócio”, ressalta Ismanhoto.

O economista destaca que é mais viável ao consumidor ficar devendo para a loja do que para as operadoras. “Se não tiver como pagar no dia, faça um financiamento com a própria loja. É mais fácil do que negociar com os bancos”, aconselha.

Comentários

Comentários