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Basquete: Brasília impõe superioridade e ‘atropela’ GRSA/Itabom apático

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Existe uma diferença técnica entre o elenco do GRSA/Itabom e o do Brasília. Mas 40 pontos de vantagem não refletem este desnível. Ontem à noite, apático, o time bauruense perdeu por 118 a 78 para a equipe do Distrito Federal, uma desvantagem atípica, assim como foi atípica a atitude do time em quadra. Bauru não mostrou seu tradicional jogo intenso e a vibração característica da equipe. Anestesiado, mostrou pouco empenho defensivo e acabou facilitando o trabalho do estelar elenco rival, que fez valer sua superioridade e abriu 2 a 0 na série melhor-de-cinco jogos das quartas-de-final do Novo Basquete Brasil (NBB). O terceiro confronto do playoff é hoje, às 21h30, novamente na Capital Federal, com transmissão do canal Sportv.

O GRSA/Itabom teve o cestinha da partida de ontem. O ala Fischer fez 31 pontos. O também ala Eddy anotou 13 e o ala/pivô Gaspar marcou dez. Porém, Bauru sentiu falta de uma atuação “normal” do ala/armador Larry Taylor, que ficou reduzido a seis pontos. Outro jogador importante do time, o pivô Jeff, também esteve abaixo do esperado e ficou nos oito pontos.

Jogo

O início do primeiro quarto marcou empate em 4 a 4 entre o GRSA/Itabom e Brasília, após os donos da casa abrirem 3 a 0 e os bauruenses buscarem o empate. Porém, o time parou. Com um relaxamento incomum na defesa, permitiu ao Brasília jogar com liberdade e sofreu nove pontos consecutivos, obrigando o técnico Guerrinha a parar o jogo e orientar seus jogadores. Não adiantou. A equipe seguiu apática em quadra e, restando quatro minutos para o encerramento da parcial, a vantagem brasiliense era de 15 pontos: 24 a 9. Com dificuldades no ataque e sem agressividade na marcação, a distância para o Brasília só aumentou e o time encerrou o quarto perdendo por impressionantes 39 a 16.

O segundo quarto começou mais equilibrado. Nos primeiros quatro minutos, o placar da parcial foi de 12 a 8 para os brasilienses. No entanto, a partir daí, novamente a equipe voltou a enfrentar os mesmos problemas do período anterior. Mais uma vez a defesa não tirou espaços e acabou dando liberdade ao time do Distrito Federal. Desta forma, Bauru perdeu a parcial por 28 a 18 e foi para os vestiários 33 pontos atrás no placar: 67 a 64.

Guerrinha explicitou seu descontentamento com a postura indiferente do GRSA/Itabom em entrevista ao Sportv na saída de quadra. “Não existe reação no intervalo. Se o jogador não começou desde o início com intensidade, só tem a melhora do doente. Hoje, o jogador não vem com isso de série. Mas, hoje (ontem), não vou assumir uma postura de ficar brigando com o time. Muita gente critica minha postura (de brigar). Quando eu brigo, provoco, o time perde por seis pontos. Mas hoje não vou brigar”, sentenciou, enigmático.

Houve três minutos de basquete parelho no terceiro período. Depois disso, Brasília conseguiu uma sequência de cestas de três pontos, principalmente com Rossi, que veio do banco de reservas. Em 4min49s, os brasilienses fizeram 15 a 8 na parcial e abriram 40 pontos: 82 a 42. A etapa seguiu no mesmo panorama, o Brasília aumentou mais dez pontos em sua vantagem e o quarto terminou com um placar quase centenário para os anfitriões, 97 a 54.

Com Brasília poupando boa parte de seus titulares, Bauru abriu 7 a 0 no início do quarto final. Entretanto, Rossi, com três cestas de três pontos, freou o princípio de reação. O período seguiu equilibrado e os bauruenses venceram a parcial por 24 a 21 e fecharam o jogo 40 pontos atrás: 118 a 78.

“As dificuldades são grandes de jogar fora de casa, diante de Brasília. Se você não consegue passar por isso e não tem uma postura de continuar brigando, desiste do jogo, como é que fica? O jogador tem que ter um pouco mais. A gente sabe que nosso time é intermediário, que Brasília é melhor, mas o jogador precisa fazer um pouco mais”, cobrou Guerrinha, após o jogo, em entrevista ao Jornal da Cidade por telefone.

Descontente com a atitude em quadra de alguns de seus comandados, o técnico foi veemente em sua argumentação. “No jogo, diante das primeiras dificuldades, alguns jogadores se abatem, se entregam. Então, são jogadores que não servem para continuar no projeto. Não é o perfil meu e nem da diretoria que está assumindo”, cravou. “A única coisa que a gente, nossa diretoria e nossa torcida espera é que os jogadores, dentro da quadra, se doem mais nos momentos de dificuldade, como fizeram em várias partidas durante a temporada. Fico supertriste porque fizemos um boa temporada e não pode terminar assim”, concluiu, na expectativa por “outro” time hoje.

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Infanto enfrenta o São José

O time infanto-juvenil do GRSA/Itabom Bauru volta à quadra hoje para enfrentar o São José no Vale do Paraíba, às 16h. A equipe bauruense ocupa a terceira colocação da chave do Interior do Campeonato Paulista.

O time do técnico Mococa vem de duas vitórias na competição. Superou, no último final de semana, o Catanduva por 89 a 65. Na quarta-feira, os bauruenses passaram pela Liga Sorocabana por 90 a 44.

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