Política

Campos reclama lealdade do PSDB

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 3 min

Durante a posse do PTB Mulher de Bauru, o deputado estadual e presidente da legenda em São Paulo, Campos Machado, garantiu que mesmo sem o apoio da direção dos tucanos, o senador Romeu Tuma deve disputar a reeleição e criticou a direção do PSDB, que diz desconhecer a palavra lealdade.

“Eu não tinha nem que pleitear uma vaga. Era um reconhecimento a um aliado fiel e incondicional. Não estou dizendo do Serra, que é meu amigo, e do Alckmin, que é meu irmão. Estou dizendo dos dirigentes tucanos. O presidente chega até a ser irônico quando diz que não foi procurado pelo PTB. Os amigos não precisam ser procurados. Eles sabem do momento para se iniciar o combate”, afirma o parlamentar.

Questionado sobre o desprestígio político, o deputado é enfático: “Não é isso. É questão que falta lealdade por parte da direção tucana. Eles desconhecem o que quer dizer a palavra lealdade. Veja o surrealismo. Em 2008, o PMDB apoiou o candidato contra o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo e ganhou uma vaga no Senado. PTB apoiou a candidatura do PSDB, eu fui vice, e precisa brigar por uma vaga? Mário Covas está se mexendo no túmulo. Os dirigentes tucanos não estão cumprindo o primeiro princípio da política: o da lealdade e o do passado.”

Sobre a candidatura de Tuma, o deputado garante que é irreversível. “No G4 ou fora dele, é o compromisso que eu tenho. Até o ano passado, eles trabalhavam com a hipótese do partido indicar o vice. Eu tenho o compromisso com o Tuma, ele vai ser candidato, já escolhi até o primeiro suplente. Será Antônio Carbonari, o presidente do grupo Anhanguera, maior complexo habitacional da América Latina. A candidatura do Tuma é uma questão de honra para mim.”

Sem apoio formal dos tucanos, Tuma deve disputar a eleição de forma independente, afastado da chapa estadual encabeçada pelo PSDB, com o qual seu partido tende a formar uma “aliança branca”. Em relação ao apoio à virtual candidatura de José Serra à sucessão do Palácio do Planalto, Campos Machado diz que está trabalhando para que possa apoiá-la. “Hoje eu diria que está 99,9% fechado. Vamos apoiar Alckmin também.”

PTB Mulher

A presidente do PTB Mulher no Estado de São Paulo, Marlene Campos Machado, deu posse ontem à diretoria do grupo no âmbito municipal, presidido pela professora Maria Helena Catini Campagnucci (presidente) e pela advogada e presidente da Fundação de Previdência (Funprev), Elaine Sementille (vice).

“Estamos sentindo a força da mulher guerreira que vai fazer a diferença nas eleições. Somos o diretório mais forte no número de mulheres do País. Temos 25 mil mulheres. Nosso partido valoriza todos os segmentos. A mulher tem que estar no patamar que ela merece”, afirma Marlene, que é casada com o deputado Campos Machado.

A presidente do grupo em Bauru comemorou. “É um momento muito feliz. Recebemos a estrela que mais luta pelas mulheres do PTB no Estado de São Paulo”, diz Maria Helena. Para o presidente municipal do PTB, Ricardo Oliveira, a posse da diretoria reafirma o compromisso histórico do partido com a mulher. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) participou da cerimônia.

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