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‘Feiraterapia’ não deixa a modalidade acabar

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

O contato direto entre produtor e consumidor, além de garantir alimentos frescos à mesa, gera grandes amizades entre comerciantes e fregueses fieis. “Acontece o que chamamos de ‘feiraterapia’”, conceitua Moisés Bastos, presidente da Associação dos Feirantes de Bauru (AFB). “A pessoa caminha, bate papo e encontra produtos de qualidade”, diz.

Bastos afirma que a AFB investe em propaganda para manter e renovar o público. “Nossa estrategia é investir bastante em propaganda, além da qualidade e frescor de nossos produtos, que são incomparáveis”, reforça o presidente da associação, que, entre as ações para dar maior visibilidade aos comerciantes e mercadorias publica o “Jornal da Feira”. “Não basta só marketing, mas a qualidade e o carinho de uma família trabalhando por outras”, enaltece.

É justamente esse calor humano que faz com que o casal Danildo dos Santos, de 37 anos, e Ana Souza, de 30 anos, frequentar a feira, no mínimo, duas vezes por semana. “A amizade que a gente faz deixa o atendimento totalmente diferente”, considera Ana, que não acredita na alegada iminência de dissipação das feiras livres.

“Acredito que cada área tem seu público”, argumenta a consumidora. “Só poderiam baixar um pouquinho os preços”, brinca a cliente que, pechinchas à parte, não troca as barracas pelas gôndolas. “No supermercado ou na quitanda as filas são insuportáveis”, comenta.

“Estamos sempre atentos para ajudar ao cliente na melhor forma”, garante a feirante Diva Maria Ferreira Vicari, a “Lia”, que comercializa rúcula, alface, salsinha, entre outros artigos de horticultura cultivados na própria horta. “A maneira de trabalhar além de produtos livres de agrotóxicos atraem mais clientes”, atribui.

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