Prefeitos são investigados por pedofiliaSão Paulo - Dois prefeitos do Interior do Maranhão são investigados pela suspeita de pedofilia por uma CPI montada pela Assembleia Legislativa do Estado. A deputada Eliziane Gama (PPS), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), disse que recebeu acusações envolvendo autoridades, que ainda são investigadas.
O prefeito de Tutoia, Raimundo Nonato Baquil (PSDB), 54 anos, foi acusado de oferecer presentes a duas garotas de 13 e 14 anos em troca de sexo. O prefeito nega a acusação.
Hoje, elas têm 16 e 17 anos. Ele seria ouvido na quinta-feira pela comissão, mas seu advogado pediu o adiamento da sessão. O advogado de defesa, Carlos Sérgio de Carvalho Barros, disse que a convocação de Baquil foi precipitada e feita com base apenas em denúncia anônima. “O estrago na vida pessoal dele já está feito”, disse.
Filhos
O prefeito de Pirapemas, o ex-deputado federal Eliseu Moura (PP), 57 anos, foi acusado por duas mulheres, hoje com mais de 18 anos, de ter prometido a elas compensações financeiras em troca de sexo quando tinham 15 anos. Elas afirmam que ele é o pai de dois filhos delas. As crianças têm 12 e 2 anos.
O advogado Ilan Kelson de Castro, que representa Moura, disse que o prefeito namorou uma das jovens, hoje com 28 anos, quando ela tinha 15 anos e que ele nunca soube do possível filho. Ele nega que tenha ocorrido abuso sexual.
O advogado disse que o prefeito fará o exame de DNA quando a Justiça mandar. Sobre a acusação da segunda jovem, hoje com cerca de 20 anos, o prefeito diz ser armação política. “Todos os casos que vi até agora são passíveis de indiciamento”, disse Gama.
Segundo a deputada, a comissão investigou apenas os casos bem fundamentados. A comissão já esteve em oito municípios e recebeu cerca de 20 relatos de abuso e violência sexual contra crianças e adolescente. Para Gama, a CPI abriu uma canal para as vítimas.
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CPI prorrogada
São Paulo - Os trabalhos da CPI da Pedofilia serão prorrogados até 3 de novembro. O requerimento já foi encaminhado à Mesa Diretora pelo senador Magno Malta (PR-ES). O encerramento dos trabalhos estava previsto para 3 de maio. “A decisão está tomada. Não podemos deixar a sociedade órfã num momento como esses”, afirmou o parlamentar.
As investigações sobre os assassinatos de seis adolescentes no município goiano de Luziânia e agora a morte no presídio da Capital do Estado do réu confesso Adimar de Jesus da Silva contribuíram para que a CPI fosse prorrogada.